Blecaute quase impede eleitor de Iranduba de votar

Em: 4 de outubro de 2010
O município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus, em linha reta) completou ontem quatro dias de total escuridão. Por pouco, a população irandubense não é privada de exercer seu direito pleno de votar neste que foi o principal pleito eleitoral do país
O município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus, em linha reta) completou ontem quatro dias de total escuridão. Por pouco, a população irandubense não é privada de exercer seu direito pleno de votar neste que foi o principal pleito eleitoral do país

O município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus, em linha reta) completou ontem quatro dias de total escuridão. Por pouco, a população irandubense não é privada de exercer seu direito pleno de votar neste que foi o principal pleito eleitoral do país.
Somente as ruas que dividem a rede elétrica com as escolas eleitorais possuíam energia no domingo. Somando prejuízos sociais e econômicos, as famílias que ali residem não mereceram sequer um pronunciamento das autoridades competentes que, juntamente com a concessionária Amazonas Energia, se mostrou absolutamente inerte diante do problema.
Soma-se a este quadro de profunda escuridão, a falta de água e telefone. Porque, de forma inexplicável, no Distrito de Cacau Pirera, quando há falta de energia, curiosamente os celulares Vivo, perdem totalmente o sinal. “Estou há todos esses dias sem falar com minha família, que mora em Manaus. É um absurdo como aqui somos esquecidos”, lamentou a dona de casa, Maria dos Santos.
O problema estaria em um cabo de interligação que liga o sistema de Manaus a Iranduba. Contudo, a causa real não é conhecida da população, que até ontem não tinha conhecimento real do fato. A Amazonas Energia teria destinado ao município dez geradores para tentar sanar o problema, entretanto a quantidade parece não ser suficiente, já que o apagão persiste.

‘Mundos e fundos’

Em pleno processo eleitoral, muitos candidatos apareceram nas comunidades do município para prometerem ‘mundos e fundos’, contudo nenhum deles voltou à comunidade para ao menos compartilhar com a população as noites de penumbra.
Nas filas de votação da Escola Estadual Senador João B. Ramos de Lima, em Cacau Pirera, os moradores estavam praticamente dormindo. “Estou indignada com esse crime que estão cometendo contra minha comunidade, pois o que estão fazendo conosco não pode ser intitulado de outra forma. Todo fim de mês pago minhas contas. Se atraso um dia, pago encargos. E eles, como vão nos pagar por esse serviço não prestado?”, protestou a moradora Sandra da Conceição.
Até o fechamento desta edição, a energia ainda não havia sido estabelecida no município.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar