BM&FBovespa lança índice que considera emissão de carbono

Em: 3 de dezembro de 2010
Índice mede retorno de carteira teórica com empresas do IBrX-50
Índice mede retorno de carteira teórica com empresas do IBrX-50

A BM&FBovespa e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) lançaram, ontem, o ICO2 (Índice Carbono Eficiente), que mede o retorno de uma carteira teórica com as empresas do IBrX-50 (composto pelas 50 ações mais negociadas na Bolsa) que aderiram à iniciativa. O indicador é ponderado pelo “free float” e pelo coeficiente de emissões de gases de efeito estufa (GEE) das empresas.
A primeira carteira, que começa a vigorar a partir de hoje, será composta por 42 empresas: ALL, AmBev, B2W, Banco do Brasil, BM&FBOVESPA, Bradesco, Bradespar, Brasil Ecodiesel, BRF Foods, Brookfield, CCR, Cemig, CESP, Cielo, Cosan, Cyrela, Eletrobras, Embraer, Fibria, Gafisa, Gol, Itaú, Itaúsa, JBS, LLX, Lojas Americanas, Renner, Marfrig Group, MMX, MV Engenharia, Natura, OGX, Grupo Pão de Açúcar, PDG Reality, Redecard, Rossi, Santander, TAM, Oi, Tim, Vale e Vivo.
Além das companhias atualmente presentes no IBr-X 50, foram convidadas outras empresas com ações de alta liquidez na Bolsa e potencial para futuramente ingressar no IBrX-50. Das 58 companhias abordadas, 51 aceitaram voluntariamente participar do ICO2.
Nove empresas aderiram à iniciativa e participaram do processo, mas não irão integrar a primeira carteira do Índice porque, atualmente, não pertencem ao IBrX-50. São elas: Braskem, Copel, CPFL, Duratex, AES Eletropaulo, Klabin, Light, Ultra e Souza Cruz.
A carteira será reavaliada quadrimestralmente com base no “free float” das empresas e anualmente, em setembro, com base no coeficiente de emissão. A Bolsa optou por uma metodologia inclusiva no primeiro ano do índice. Isso significa que, em princípio, não foi obrigatória a apresentação de inventário de emissões.
As empresas tiveram, no entanto, a oportunidade de fornecer informações para que fosse realizada a estimativa de suas emissões de CO2. A harmonização dos dados foi conduzida pela empresa global de pesquisa ambiental Trucost.
A partir do ano que vem, será obrigatória a realização de inventário incluindo emissões diretas e emissões geradas pelo consumo de energia elétrica. Em 2012, haverá ampliação das fontes contempladas que serão definidas a partir de estudo a ser realizado em 2011.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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