A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) disparou perto do encerramento dos negócios, concluindo o pregão em forte alta. As ações líderes, Vale e Petrobras, junto com os papéis do setor bancário, puxaram a recuperação. Nas Bolsas americanas os investidores “ignoraram” as más notícias e voltaram às compras, numa jornada de muita oscilação.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 4,71% no fechamento e alcançou os 35.993 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,99 bilhões.
A ação da Petrobras que sozinha na quinta-feira movimentou R$ 820 milhões, teve avanço de 2,32%; a ação da Vale ganhou 1,59%. Entre os papéis dos bancos, a ação do Bradesco teve alta de 9,19%, enquanto a ação do Itaú ascendeu 9,18%. A “unit” (recibo de ações) do Unibanco ficou 10,93% mais cara, enquanto a ação ordinária do Banco do Brasil subiu 6,89%.
“O mercado de commodities (matérias-primas) melhorou bastante nessas últimas horas, o que ajudou a Bovespa a subir. E o bom balanço do Banco do Brasil acabou ajudando as ações dos bancos. O mercado está vendo de forma positiva as ações de bancos nesse momento de crise”, comenta Rodrigo Silveira, gerente de operações da corretora e.um, a “home broker” da corretora Umuarama.
“Nós temos que lembrar também que, atualmente, ninguém no mercado está de olho nos fundamentos das empresas, somente nos preços. E as ações estão bastante depreciadas. Quando o mercado melhora um pouco, também há um efeito manada no sentido otimista”, acrescenta.
Dólar dispara e fecha a R$ 2,368
O mercado de câmbio negociou o dólar comercial a R$ 2,368 para venda, em forte alta de 3,40% sobre a cotação de de quarta-feira.
O Banco Central interferiu agressivamente, com dois leilões de venda de moeda: o primeiro às 15h e outro às 16 horas. Hora antes, a autoridade monetária havia feito outras duas operações previstas no dia anterior: um leilão de linhas para exportação e outro de contratos de “swap” cambial.
No primeiro leilão do dia, o Banco Central ofereceu recursos com o compromisso dos bancos usarem a moeda para financiamento de comércio exterior.
No dia, os bancos tomaram US$ 1.3 bilhão, de uma oferta de US$ 2 bilhões. A autoridade monetária também ofereceu 10 mil contratos de “swap” cambial, que foi aceita integralmente pelos agentes financeiros.
Perto do encerramento das operações, o BC vendeu dólares por R$ 2,3220 (taxa de corte), sem informar o volume negociado. Uma hora depois, a autoridade monetária voltou a vender moeda, desta vez à taxa de R$ 2,3750.






