A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que registrou perdas na maior parte do dia, recuperou terreno no apagar das luzes do pregão emendando seu quarto fechamento em nível recorde.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, registrou leve alta de 0,03%, para a pontuação histórica de 70.195. Desde a promoção do Brasil para grau de investimento, esse indicador acumula ganho de 9,98%.
O volume financeiro ainda continua alto: R$ 6,88 bilhões, acima da média de R$ 6,2 bilhões registrada em abril.
Na Europa, as perdas das instituições financeiras UBS e Swiss Re afetaram as principais Bolsas de Valores do continente, a exemplo de Paris (baixa de 0,44%) e Frankfurt (queda de 0,50%). Nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York reverteu a tendência negativa da manhã e valorizou 0,40%.
Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, as ações do setor petrolífero contribuíram para a recuperação dos mercados, num dia em que o barril do petróleo atingiu a cotação recorde de US$ 121,84, enquanto no decorrer dos negócios se aproximou da marca dos US$ 123 em Nova York. O banco Goldman Sachs estima que o barril chegue à marca dos US$ 200 nos próximos dois anos.
As ações preferenciais da Petrobras, com giro de R$ 1 bilhão, tiveram avanço de 2,62%, para R$ 45. Em Nova York, a ADR (American Depositary Receipt) da estatal petrolífera subiu 2,96%.
Entre as principais notícias do dia, o banco Itaú anunciou lucro líquido de R$ 2,043 bilhões no trimestre, um incremento de 7,4% na comparação com o resultado no mesmo período de 2007.
A ação preferencial cedeu 4,16%, para R$ 47,68. Os papéis dos bancos rivais também amargaram retração: a ação do Bradesco cedeu 2,97%, para R$ 39,10, enquanto a ação ordinária do Banco do Brasil caiu 3,56%, para R$ 28,93.
Dólar fecha a R$ 1,662, com leve alta
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,662 para venda, com avanço de 0,24%, nas operações finais registradas ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,760, estável sobre a taxa de anteontem.
O Banco Central entrou mais uma vez no mercado de câmbio e promoveu um leilão, aceitando ofertas por R$ 1,6579 por volta das 15h30. A autoridade monetária tem realizado intervenções pontuais, co-mo mostra a oscilação das reservas internacionais: entre os dias 7 de abril e 5 de maio, o total das reservas saltou de US$ 194,361 bilhões para US$ 195,849 bilhões.
Como termo de comparação, entre o dia 7 de fevereiro e 5 de março, o nível das reservas havia crescido de US$ 188,030 bilhões para US$ 192,971 bilhões.
A agência de avaliação de “rating” Moody’s jogou um balde de água fria no mercado ao manter a nota de risco de crédito brasileira em “Ba1”, aquém da classificação de grau de investimento, voltada para países com chancela de bom pagador.
Profissionais de mercado, autoridades governamentais e representantes do setor exportador têm comentado sobre a possibilidade de uma “enxurrada de dólares” com a promoção do Brasil a grau de investimento pela Standard & Poor’s. Corretores, no entanto, afirmam que um fluxo significativo de novos recursos deve vir somente com a confirmação do novo “status” brasileiro por uma segunda agência de rating.







