Braga defende proposta ousada para a Cop-15

Em: 10 de novembro de 2009
O Brasil precisa chegar a Copenhage, para a Cop-15 (Conferência Mundial do Clima), com uma proposta ousada que além da redução do desmatamento trate do corte de emissões de gás carbônico
O Brasil precisa chegar a Copenhage, para a Cop-15 (Conferência Mundial do Clima), com uma proposta ousada que além da redução do desmatamento trate do corte de emissões de gás carbônico

O Brasil precisa chegar a Copenhage, para a Cop-15 (Conferência Mundial do Clima), com uma proposta ousada que além da redução do desmatamento trate do corte de emissões de gás carbônico. Esta foi a tese defendida pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga, ontem, em São Paulo, durante reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o estafe governamental do meio ambiente para definir as idéias a serem defendidas pelo Brasil durante a Cop-15, a ser realizada em dezembro. “O Brasil precisa ser categórico e afirmar que, mesmo crescendo entre 5 e 6% ao ano, vai estabelecer meta de redução de emissão, além de redução de desmatamento e apresentar caminhos matemáticos para isso”, defendeu Eduardo Braga, falando em nome dos governadores da Amazônia.
Para o governador, o Brasil tem que ser o principal jogador na reunião de dezembro e deve chegar com proposta definida. “Nós temos como dizer que podemos crescer 6% e se quisermos compensar a emissão podemos usar nossas florestas. Eles não podem dizer o mesmo, então temos vantagens”, salientou.
Na avaliação de Braga, o caminho de trabalhar com altos índices de corte de desmatamento é possível. Ele cita o exemplo do Amazonas, que nos últimos sete anos reduziu o desmatamento em 65%. “Podemos chegar em 80% de redução e daí para mais”, garantiu.
O governador destaca que o Brasil tem um ativo “maravilhoso” de recursos naturais ainda preservados, possui capacidade de reduzir emissões utilizando novas tecnologias no agronegócio e, desta forma, equilibrar a balança sobre emissões versus área plantada. Também observou que o crescimento entre 2002 e 2008 nas áreas de mineradoras, siderurgias fez com que as emissões fossem diferenciadas.
Outro ponto defendido pelo governador, durante reunião com o presidente da República e equipe, foi que o Brasil precisa fazer o dever de casa e estabelecer formas de compensação ambiental dentro do território nacional. “Por isso, sou contra a prorrogação do passivo do meio ambiente para o meio do ano que vem. Acho que precisamos decidir agora a forma como o Brasil vai compensar suas emissões internamente e chegar na Cop-15 com algo prático a dizer”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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