Brasil e Argentina discutem produção de autopeças

Em: 4 de março de 2008
Durante reunião realizada na última segunda-feira, a primeira para discussão do pacto…
Durante reunião realizada na última segunda-feira, a primeira para discussão do pacto...

Durante reunião realizada na última segunda-feira, a primeira para discussão do pacto, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, assim como o secretário de Indústria da Nação do Governo Argentino, Fernando Fraguío, destacaram a intenção de alavancar a produção de autopeças na Argentina e equilibrar a balança comercial do setor com o Brasil.
“Parece-nos racional, e assim decidimos colaborar mutuamente para que a participação argentina no mercado de autopeças cresça”, declarou Fraguío à imprensa, após a reunião.
Atualmente, Brasil e Argentina já têm políticas conjuntas para evitar o desequilíbrio na produção de veículos e peças. De acordo com as normas do acordo bilateral em vigor, que expira em 30 de junho, a cada US$ 100 em produtos do setor automotivo que um país exporta para o outro, o exportador ganha o direito de importar US$ 195 sem pagar impostos e, assim, estimula a produção do vizinho.
As regras de hoje, no entanto, não têm feito com que a indústria de autopeças argentina consiga exportar tanto para o Brasil quanto a brasileira exporta para a Argentina. No que diz respeito a automóveis, veículos montados, não existe um desequilíbrio muito grande, o Brasil tem um pequeno superávit. Já no que diz respeito a autopeças, a diferença é mais acentuada afirmou Ramalho, em entrevista coletiva.
De acordo com as estimativas do secretário-executivo, o Brasil deve importar US$ 10 bilhões (cerca de R$ 16,7 bilhões no câmbio de hoje) em autopeças neste ano. Fraguío disse, entretanto, que somente cerca de 10% devem vir da Argentina.
O representante do governo argentino afirmou ainda que, só no setor de autopeças, o superávit do Brasil na balança comercial é de cerca de US$ 1.4 bilhão (R$ 2,33 bilhões). Para ele, isso tem de mudar: Entendemos que o Mercosul deve ganhar posições no ranking da indústria automotiva. E para ganharmos posições, temos que juntar forças e recuperar a indústria automotiva argentina.
Na opinião de ambos os representantes, mais do que alterar a política de incentivos fiscais a ser discutida antes do fechamento do novo acordo, é preciso dar condições para empresários invistirem na produção.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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