Brasil é o mercado que mais cresceu, na opinião da UE

Em: 17 de novembro de 2010
Em 2010, o Brasil foi a economia que registrou a maior expansão de importação de produtos europeus em todo o mundo
Em 2010, o Brasil foi a economia que registrou a maior expansão de importação de produtos europeus em todo o mundo

Em 2010, o Brasil foi a economia que registrou a maior expansão de importação de produtos europeus em todo o mundo.
O crescimento das vendas europeias ao Brasil foi de 54% de janeiro a agosto deste ano, o que já coloca dúvidas sobre a capacidade de a economia brasileira manter seu tradicional superavit com a Europa nos próximos anos.
Dados divulgados ontem pela Comissão Europeia indicaram que, de janeiro a agosto de 2010, a balança comercial da UE com o Brasil havia sido zerada e que o superavit que o país mantinha com a Europa há anos desapareceu, algo que não ocorria há 11 anos.
O real forte e a demanda interna brasileira em expansão são os principais motivos, ainda que a UE insista que o governo brasileiro tenha ampliado as barreiras comerciais nos últimos meses.
Para a diplomacia brasileira, os números de ontem são a melhor resposta às acusações que o país mantém seu mercado fechado.
Os dados do governo brasileiro são um pouco diferentes e ainda mostram um superavit para o Brasil em relação à Europa. Os dados incluem setembro, o que não foi ainda publicado pelos europeus.
No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o Brasil exportou para a União Europeia US$ 30.7 bilhões e importou US$ 28.6 bilhões. O superavit é de US$ 2.1 bilhões. Em 2009, porém, o superavit brasileiro foi de US$ 4.3 bilhões.
A última vez que os dados comerciais apontaram uma vantagem para a Europa foi em 1999, quando o Brasil mantinha um moeda sobrevalorizada.
Naquele ano, os europeus tiveram um superavit mínimo, de 324 milhões. Nos anos seguintes e principalmente diante da desvalorização do real, o Brasil voltou a apresentar superavit.
Em 2007, o país havia registrado um saldo positivo de 11,5 bilhões. Em 2009, o volume a favor do Brasil já havia caído para 4 bilhões. Até agosto deste ano, porém, os europeus insistem que o saldo positivo brasileiro deixou de existir. “Ainda não podemos prever como será o fim do ano.
Mas tudo indica que, se o Brasil tiver um superavit, ele será pequeno”, afirmou Gilberto Gambini, especialista em estatísticas da UE.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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