Brasil gasta mais com telefonia e eletrodoméstico

Em: 21 de outubro de 2013
Os gastos dos brasileiros com telefonia, compra de eletromésticos e lazer já ocupam uma parcela importante do orçamento familiar
Os gastos dos brasileiros com telefonia, compra de eletromésticos e lazer já ocupam uma parcela importante do orçamento familiar

Os gastos dos brasileiros com telefonia, compra de eletromésticos e lazer já ocupam uma parcela importante do orçamento familiar. É o que aponta a pesquisa do IBGE (Indicadores Culturais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta sexta-feira (18). Incluída no item cultura, os gastos com telefonia já representam 3,6% do total do orçamento das famílias, que destinam, em média, R$ 187,57 no setor. Deste valor, R$ 78,26 (42,4% do total) são gastos apenas com telefonia.
Com a inclusão da telefonia nos gastos com cultura, 8,3% do orçamento familiar já é investido neste setor, perdendo apenas para habitação, alimentação e transporte. Já a aquisição de eletromésticos vem em seguida com uma parcela de 15,7% dos gastos. A pesquisa engloba seis faixas salariais distintas: até R$ 830; de R$ 830 a 1.245; de R$ 1.245 a R$ 2.075; de R$ 2.075 a R$ 4.150; R$ 4.150 a R$ 6.225; e mais de R$ 6.225.
As três faixas salariais mais baixas tendem a gastar mais, em média, com telefonia celular. Quem ganha até R$ 830 gasta em média R$ 16,42 com telefone por mês, sendo que R$ 8,53 apenas com celulares (contra R$ 7,09 no fixo e R$ 0,79 com pacotes que incluam internet). Curiosamente, apenas nas duas faixas de maior poder aquisitivo é que se encontram gastos com telefonia celular maiores que com telefonia fixa. Na faixa mais alta os gastos com celulares mais que dobram os gastos com telefone fixo: R$ 119,27 com celular e apenas R$ 65,53 com fixo.
Quando se trata de comprar eletrodomésticos, o brasileiro gasta em média R$ 28,89 por mês. Computadores e aparelhos de TV são os principais alvos do consumidor. Dentro desse valor, em média, o brasileiro gasta R$ 11,56 para comprar um TV nova, R$ 11,69 para um computador, o que em termos percentuais dá um empate técnico de 6,3 na preferência entre um ou outro. O nível de escolaridade também é um fator importante nos gastos com eletrodomésticos. Pessoas sem instrução ou apenas com nível fundamental chegam a usar 19% do total gasto com cultura para este fim. Esse percentual cai para 13,1% para quem tem nível superior. Os resultados se invertem quando a questão é TV por assinatura e internet, que ainda parece distante para a parcela mais pobre da população. Enquanto os mais ricos chegam a gastar 9,5% do seu orçamento de cultura com internet, os mais pobres gastam apenas 3,7%, quase três vezes menos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar