Brasil quer ampliar importações de países da América do Sul

Em: 17 de dezembro de 2007
Segundo o secretário, o saldo positivo brasileiro em relação ao Chile e a Argentina ficará em torno de US$ 3 bilhões em 2007
Segundo o secretário, o saldo positivo brasileiro em relação ao Chile e a Argentina ficará em torno de US$ 3 bilhões em 2007

O Brasil quer reduzir o desequilíbrio na balança comercial com os países da América do Sul. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, disse que o governo quer que o crescimento das importações dos países vizinhos acompanhe o ritmo do aumento das compras feitas em outras regiões do mundo, como a Ásia. Ramalho informou que as importações brasileiras ultrapassarão, em 2007, a barreira dos US$ 100 bilhões.
“A idéia é que as exportações continuem crescendo. O que estamos fazendo é um trabalho para atenuar grandes desequilíbrios. Em alguns casos, temos um crescimento muito expresivo das exportações, enquanto que as importações não mantiveram o mesmo ritmo. O Brasil está crescendo nas importações, mas em outras regiões do mundo”, afirmou.
O secretário lembrou que o comércio exterior com os países da América Latina e Caribe representam mais de 20% do total, igualando-se ao volume de negócios com a União Européia e superior ao dos Estados Uni­dos. Ivan Ramalho participou da abertura do 1º Encontro de Instituições de Promoção de Comércio e Investimentos da América Latina e Caribe, realizado no Rio.

Ramalho informou que o Brasil tem superávit na balança comercial com todos os países da América do Sul. A exceção é a Bolívia, em função do volume importado de gás. Segundo o secretário, o saldo positivo brasileiro em relação ao Chile e a Argentina ficará em torno de US$ 3 bilhões em 2007, e chegará a US$ 4 bilhões, no caso da Venezuela.

“O que nós queremos é que, dentro desse processo de integração com países sulamericanos, é que as importações também cresçam de maneira coe­rente com o resultado geral das importações”, observou.

Ivan Ramalho admitiu que os países vizinhos têm problemas em suas cadeias produtivas para atender ao anseio do governo brasileiro. Por isso, frisou, o Brasil quer ampliar para outros países programas para estimular a integração das cadeias produtivas, a exemplo do que é feito com Argentina e, agora, com a Venezuela.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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