Ao inaugurar a primeira fábrica com recursos público-privados no Estado, o governador Omar Aziz (PSD) pautou as futuras ações desenvolvidas na RMM (Região Metropolitana de Manaus) para incentivar a produção regional.
De acordo com ele, depois da inauguração da Ponte Rio Negro, Iranduba irá receber uma Central de Abastecimento, onde será armazenada a produção do município.
Além disso, a Estrada Manuel Urbano, que liga Iranduba a Manacupuru, passará por um processo de duplicação dos 80 km já existentes, na tentativa de criar condições que possam ser trazidas as mercadorias do Rio Solimões e Purus, do futuro porto construído no município.
Como já anunciado, Novo Airão passará por um ordenamento turístico, para que seja realizado um Cama e Café na região sob financiamento da Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas), semelhante ao construído em Parintins.
Com a inauguração da fábrica de beneficiamento de juta e malva, Brasjuta, o governo pretende criar um local específico para a geração das sementes, no qual o município visado é Itacoatiara. “Estamos trabalhando em uma fazenda para sementes. As pessoas acham que vender o produto final é mais lucrativo, mas não é. Temos que ter esse arranjo produtivo, assim seríamos autossuficientes em semente”, destacou.
O secretário da Sepror, Eron Bezerra, anuncia que será necessário em torno de 300 hectares para produzir semente no Estado. Conforme o secretário, embora Itacoatiara tivesse sido selecionada, já há uma área em Manacapuru destocada. “Nossa meta é pra próxima safra, atender o Amazonas com as sementes produzidas aqui”,disse.
O presidente da Afeam, Pedro Falabella, ressalta que provavelmente, em 2012, este projeto deve ser concluído, mas ressalta que não é necessária tanta rapidez para esta ação, tendo em vista que o vizinho paraense é o grande produtor de sementes.
Contudo, o governador enfatiza que “não admitirá até o final do governo, ter que comprar semente para abastecer o mercado interno”.
Proposta inicial contempla 2.600 famílias no interior do Amazonas
A nova fábrica deve beneficiar em torno de 20.000 famílias nos próximos três a quatro anos, de acordo com Falabella. Entretanto, nesta fase inicial, ele comenta que existem apenas 2.600 envolvidas, com quatro a cinco cooperativas parceiras. O presidente da Afeam destaca que a pretensão é produzir 15 mil toneladas de fibra até o ano que vem.
Embora tenha iniciado ontem, 8, a produção de sacarias, o diretor executivo da Brasjuta, Sebastião Guerreiro, salienta que desde o dia 26 de maio, a empresa já atende o público que consome fio, com pedidos em volta de 450 toneladas.
Ele argumenta que a fibra foi toda comprada através das parcerias com as cooperativas, da qual a maior participação vem da Coomapem (Cooperativa Mixta Agropecuária de Manacapuru).
A dirigente da Coomapem, Eliana Medeiros, minudencia que a organização tem 260 cooperados, e trabalha com seis municípios do Amazonas. “No ano passado, a produção foi de 1.050 toneladas e este ano quase atingiu duas mil toneladas. Para ano, a meta é chegar aos 2.500”, apontou.
Enquanto isso, a presidente da Cooperjuta da Amazônia, Verônica Mesquita, detalha que a cooperativa está legalizada há apenas três meses e a empresa é a sua maior parceira. Segundo Verônica, apesar de possuírem 45 associados, o trabalho já beneficiou mais de 100 famílias.
Apesar de não citar nomes, por conta de autorizações necessárias que ainda precisam ser feitas, Falabella garante que há outras parcerias em vista. “Com uma empresa do distrito e um produto completamente diferente. E outras parcerias menores com fábricas de polpa de frutas”, finalizou.







