BRIGAS INTERNAS – PDT não descarta sair da base de Dilma

Em: 16 de janeiro de 2013
Presidente da legenda Carlos Lupi se prepara para concorrer em 2014
Presidente da legenda Carlos Lupi se prepara para concorrer em 2014

Afastado do governo desde dezembro de 2011, quando deixou o comando do ministério do Trabalho sob uma série de denúncias, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, não descarta a possibilidade do partido deixar a base aliada e lançar uma candidatura própria à Presidência da República em 2014.
A pasta é ocupada atualmente por Brizola Neto, uma escolha considerada como pessoal da presidente Dilma Rousseff.
Lupi e Brizola Neto estão hoje em lados opostos dentro do partido. O primeiro é candidato à reeleição à presidente da legenda. O segundo trabalha para lançar um nome na disputa interna prevista para ocorrer na reunião da Executiva no próximo mês de março.
Nesse encontro, o partido deve definir sua permanência na base governista.
“A candidatura própria para 2014 é algo que mobiliza muita gente dentro do partido. É uma tese muito forte, esse processo está em aberto”, disse Lupi. “Mas tudo ainda depende de todo o processo de março.”
Um dos nomes cogitados para disputar a Presidência da República em 2014 é o do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que se colocou internamente como uma opção.
Apesar da possibilidade de um voo solo, Lupi diz que ainda aguarda um convite de Dilma para discutir sobre as alianças com o partido.
“O que está faltando um pouco são as relações institucionais. Tem que se ampliar o diálogo. Não há mais reunião com os presidentes dos partidos como havia antes. Isso não é uma queixa minha, mas de forma geral”, disse Lupi.
Apesar das queixas do dirigente, Dilma conversou ontem com o presidente licenciado do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, e com o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Na saída do encontro, Campos evitou falar sobre o processo sucessório de 2014.
“Não fomos convidados, ainda. Acho que provável e naturalmente que nos chamem”, disse Lupi, que vê como legítimo a discussão da distribuição de espaços no governo.
Segundo ele, após passar mais de um ano das denúncias que culminaram na saída do ministério ainda é reconhecido nas ruas de forma positiva.
“Tomei porrada de todo lado, mas a imagem que ficou foi o ‘eu te amo Dilma'”, afirmou Lupi que no auge da crise na pasta disse que amava a presidente.

Redação

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