Brindes tendem a ­ganhar status de glamour, aponta pesquisa

Em: 15 de dezembro de 2008
Os resultados de uma pesquisa realizada em âmbito nacional pela Bríndice indicam que a crise financeira internacional não vai respingar no segmento de itens promocionais, segundo o diretor da Bríndice, Luiz Roberto Salvador
Os resultados de uma pesquisa realizada em âmbito nacional pela Bríndice indicam que a crise financeira internacional não vai respingar no segmento de itens promocionais, segundo o diretor da Bríndice, Luiz Roberto Salvador

Os resultados de uma pesquisa realizada em âmbito nacional pela Bríndice indicam que a crise financeira internacional não vai respingar no segmento de itens promocionais, segundo o diretor da Bríndice, Luiz Roberto Salvador. Ao contrário disso, a tendência é que os itens ganhem cada vez mais um ar requintado quando algumas empresas adquirem produtos com valores, por unidade, de até R$ 100.
Os brindes de fim de ano representam a maior porcentagem das vendas do setor, com 40% do mercado total. Para Salvador, a estabilidade nas vendas do produto em 2008 deve-se, principalmente, à consciência de que se trata de uma ferramenta de marketing eficaz e barata e que seu uso tende a ser intensificado em tempos de crise e recessão. “O conceito vale não só para o fim de ano, mas para as ações ao longo do ano com objetivo de elevar as vendas”, disse ele.
Com base nos dados da pesquisa, que está em sua segunda edição e é realizada junto a empresas clientes do catálogo da Bríndice, Salvador mantém a estimativa feita no primeiro semestre deste ano de que o faturamento do setor em 2008 será de cerca de R$ 6,3 bilhões, com crescimento de 5% em relação a 2007. De acordo com a pesquisa, feita entre os dias 21 de outubro a 7 de novembro, 80% das empresas consultadas, de um universo de 1.000 consultadas, vão oferecer brindes de fim de ano. “É quase o mesmo índice da pesquisa de 2007”, disse Salvador. Além disso, o levantamento mostrou que 29% das consultadas aumentaram o número de unidades de brindes adquiridas em relação a 2007 e 34% delas comprarão brindes de maior valor unitário.
O valor médio, porém, continua concentrado nos brindes de custo unitário mais baixo: 38% das empresas comprarão brindes entre R$ 0,10 à R$ 20 por unidade. “Este dado reflete uma característica típica do setor até agora”, explicou o diretor da Bríndice. Mas um dado interessante verificado no ­último levantamento é que 18% das empresas consultadas oferecerão este ano brindes de valor superior a R$ 50, sendo que 10% desse grupo gastarão acima de R$ 100 por unidade. “Há uma tendência crescente de glamourização do brinde e isso se revela mesmo com perspectivas de crise”, justificou Salvador.
Consultadas sobre os brindes ideais para o fim de ano, 35% das empresas escolheram as agendas, seguidas por 17% que optaram pelos calendários. As canetas vêm em terceiro lugar, com 12% das respostas e em quarto as bebidas, com 10%. Um objeto que vem ganhando espaço é o pen drive, escolhido por 10% das empresas como brinde ideal para a época, superando as cestas, blocos, bolsas e outros. Sobre a razão da escolhas, a grande maioria das empresas disse que optou pelos brindes úteis (56%) ou marcantes (28%).
Outro dado positivo, segundo Luiz Roberto Salvador, é que 55% das empresas consultadas aumentaram os recursos destinados à compra de brindes em relação ao ano passado. Ainda pela pesquisa, o setor que mais oferecerá brindes neste ano é o de serviços (36%), seguido pela indústria (18%), comércio (16%) e Agências de Propaganda (8%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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