Com pretensões de desenvolver o mercado de energia na capital roraimense, a BV Energia (Boa Vista Energia), concessionária da Eletronorte na cidade, deve investir cerca de R$ 134 milhões nos próximos cinco anos. A projeção consta no PPA (Plano Pluri-Anual) 2007/2011, cuja meta é minimizar as perdas elétricas e a inadimplência, problemas que mais geram prejuízos hoje à companhia.
De acordo com informações da empresa, entre as propostas está a disponibilização de mais energia na cidade, por conta do crescente aumento no consumo. De janeiro a agosto deste ano, houve aumento de 12% no consumo de energia na capital, quando foram utilizados aproximadamente 244,6 mil MWh, contra quase 218,5 MWh no mesmo período do ano passado.
Segundo o presidente da BV Energia, Aniceto Campanha Wanderley Neto, a empresa deve fechar o ano com um consumo total de 368 mil MWh, um acréscimo percentual de quase 8% em comparação ao montante consumido em 2006, quando a companhia encerrou em 341 mil MWh. A receita da empresa, oriunda da venda de energia, vem crescendo numa faixa de 22,2%.
“A variação, entre 2006 e 2007, verificada no item receita foi maior do que a do item consumo em função do Reajuste Tarifário Anual homologado pela Aneel, por meio da Resolução Homologatória nº 387 de 31de outubro de 2006 na qual as tarifas de Baixa Tensão e Alta Tensão foram corrigidas, respectivamente, em 8,33% e 11,76%”, informou Wanderley.
Demanda em alta
Conforme dados da empresa, a classe residencial corresponde a 65% do total de consumo na capital. Atualmente, a demanda total da empresa está na casa de 87MW, mas a previsão, com base nos estudos de mercado realizados por técnicos da BV Energia, é que a demanda ultrapasse os 100 MW, no ano de 2010.
A energia consumida na capital roraimense é oriunda do complexo venezuelano de Guri. O contrato de suprimento foi assinado entre a Eletronorte e a Edelca (C.V.G. Eletrificación Del Caroní C.A.), em 11 de abril de 1997. A Boa Vista Energia, por meio de um acordo com empresa brasileira, possui contrato até julho de 2019, no qual a tarifa atualmente paga pela companhia é de R$ 126,72 por cada mega watt hora.
A rede de distribuição da empresa possui um tamanho de 1.930 Km, sendo 902 deles como rede primária e 1,028 como secundária -dos quais quase 1.500 concentrados no perímetro urbano. Mas, a perspectiva é aumentar a oferta ainda este ano.
O projeto de ampliação prevê a construção da rede de distribuição no Bairro São Bento, com recursos da ordem de R$ 4,1 milhão; mais R$ 872 mil para o programa Luz Para Todos; investimento nas obras de cinco alimentadores, com R$ 650 mil; ampliação da Subestação Floresta, com recurso de R$ 233 mil; além da construção de 2,4 km de rede de distribuição em baixa tensão, com R$ 137 mil.
A idéia é aumentar a base de clientes pelo menos na mesma base de crescimento registrada em 2006, quando a empresa encerrou o ano 66,8 mil consumidores, 4,18% a mais que 2005. Até agosto deste ano, a lista de clientes está em 69.755 consumidores.







