Cadastramento é bom para lojistas e camelôs

Em: 16 de outubro de 2009
Os comerciantes do Centro da capital amazonense estão animados com a iniciativa do Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano) de realocar os camelôs que atuam naquela área da cidade em galerias comerciais denominadas camelódromos
Os comerciantes do Centro da capital amazonense estão animados com a iniciativa do Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano) de realocar os camelôs que atuam naquela área da cidade em galerias comerciais denominadas camelódromos

Os comerciantes do Centro da capital amazonense estão animados com a iniciativa do Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano) de realocar os camelôs que atuam naquela área da cidade em galerias comerciais denominadas camelódromos. A meta inicial é cadastrar até 4.000 bancas que atuam na informalidade, garantindo assim que eles continuem trabalhando e respeitem a legislação, por meio de pagamento de impostos inerentes à profissão, a exemplo dos comerciantes de lojas convencionais.
A ACA (Associação Comercial do Amazonas) espera que a iniciativa melhore não somente as atividades dos empresários da principal região comercial de Manaus. “As lojas ficarão visíveis para quem está nos carros, os turistas serão incentivados a visitar os comércios do centro e as calçadas ficarão desimpedidas para os pedestres”, avaliou o presidente da entidade, Gaitano Antonaccio.
“Além das lojas, que não terão a concorrência desleal dos ambulantes na porta de entrada dos estabelecimentos, o Estado arrecadará impostos daqueles que se formalizarem. Com isso, eles consequentemente venderão apenas produtos originais, beneficiando os consumidores”, ponderou Sheila Sobreira, gerente de marketing da Bemol.
Segundo os cálculos do Sincvam (Sindicato do Comércio dos Vendedores Ambulantes de Manaus) existem 2.500 camelôs no Centro, sendo que 2.000 são filiados ao sindicato. O presidente do órgão representativo dos vendedores ambulantes, Raimundo Sena, disse acreditar que a situação trabalhista dos camelôs mudará para melhor quando os camelódromos estivem funcionando.
“Esperamos que todos os vendedores ambulantes aceitem as mudanças não só de local, como as implicações legais que a formalização do negócio trará”, afirmou Sena, referindo-se à adesão ao MEI (Microempreendedor Individual). O presidente do Sincvam garantiu que seus membros estão sendo orientados para tornar-se microempreendedores e conseguir benefícios previdenciários, por exemplo.
O ambulante Pedro Lopes, 56, proprietário de uma banca de confecções na rua Henrique Martins, disse que se a prefeitura realmente fizer tudo o que está prometendo os camelôs só têm a ganhar. “Eu trabalho aqui há oito anos e já prometeram arrumar um local com estrutura para nossas bancas, mas até agora ficou tudo na promessa. Se dessa vez sair do papel será bom para todos nós”, comentou.
O vendedor de brinquedos Hilton Dourado, 30, herdou a banca do pai e desde criança trabalha na avenida Eduardo Ribeiro. Ele ficou animado quando foi incluído no cadastro dos técnicos do Implurb que o visitaram.
Apesar de trabalharem em áreas diferentes e com produtos distintos, ambos confirmaram que a cada dez consumidores, sete utilizam cartão de crédito ou débito para finalizarem a compra. O presidente do Sincvam explicou que há um ano os ambulantes de Manaus passaram a aceitar cartão de crédito, o que acirrou ainda mais as disputas com os lojistas na hora de conseguir a atenção do cliente.

Revitalização do Centro

O cadastro dos camelôs faz parte do ProManaus (Programa de Revitalização do Centro de Manaus) do Implurb. Por meio de questionário sócio-econômicos, os ambulantes são cadastrados e recebem placas de identificação.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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