Caixa aplica R$ 101,5 mi até novembro

Em: 4 de dezembro de 2008
A aplicação de recursos financeiros no setor de habitacional do Amazonas pela Caixa Econômica Federal cresceu 35,33% este ano no acumulado de janeiro a novembro com 1.304 contratos assinados no valor de R$ 101,5 milhões
A aplicação de recursos financeiros no setor de habitacional do Amazonas pela Caixa Econômica Federal cresceu 35,33% este ano no acumulado de janeiro a novembro com 1.304 contratos assinados no valor de R$ 101,5 milhões

A aplicação de recursos financeiros no setor de habitacional do Amazonas pela Caixa Econômica Federal cresceu 35,33% este ano no acumulado de janeiro a novembro com 1.304 contratos assinados no valor de R$ 101,5 milhões. Em 2007 foi injetado um volume de recursos de R$ 75 milhões que beneficiaram 1.253 famílias. A meta da instituição financeira é fechar o ano com R$ 110 milhões aplicados e com isso beneficiar 1.390 famílias.
O anunciou foi feito ontem à tarde pelo superintendente regional da Caixa Econômica no Amazonas, Evandro Narciso de Lima, que aproveitou para anunciar algumas mudanças para 2009. Uma delas é a queda na taxa de juros de até 1% ao ano para financiamentos de até R$ 100 mil, a outra é a ampliação da faixa de renda para até 2.000, considerada de baixa renda. Segundo Evandro Lima, a expectativa da Caixa é que em torno de 10 mil famílias sejam alcançadas no Amazonas com essa alteração de faixa de renda, que até o fim do ano é até R$ 1.875.
Quanto ao encolhimento das taxas de juros, ele explicou que reduzem de 6% ao ano para 5% ano nos financiamentos diretos e 5,5% ao ano para 4,5% ao ano os realizados pelo FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
Na opinião de Narciso, essa é a menor taxa de juros em habitação que está sendo feita nos últimos anos. “As famílias terão um ganho duplo, ou seja, serão beneficiadas tanto na ampliação da renda como na redução da taxa de juros”, disse, ressaltando que essa foi uma decisão do Conselho Curador da Caixa Econômica, porque no governo federal quer continuar incentivando as empresas do ramo imobiliário, consideradas grandes empregadoras. “A expectativa é que esses investidores comecem a lançar empreendimentos habitacionais para essa faixa de renda”, completou.

Maior crédito

De acordo com o superintendente da Caixa, o incremento em 2008 se deu por conta do aumento de demanda e do crédito por parte da Caixa que possui 14 agências na capital e quatro no interior dotadas para atender ações de crédito imobiliário. “Manaus responde por 90% das operações em volume de recursos e 85% na quantidade de contratos realizados”, disse, ressaltando que 2008 foi um bom ano, tendo a Caixa superado o orçamento previsto inicialmente que era R$ 90 milhões. “Vamos encerrar o ano sem devolver orçamento, tivemos que trazer de outras unidades da Caixa porque a nossa produção foi superior ao valor original previsto para o Amazonas”, completou.
Quanto à procura, Narciso disse foi motivada pela simplificação do processo de consulta, que hoje permite que o cliente possa obter resposta sobre a decisão do crédito em 24h, se a documentação tiver regular. Houve também uma redução gradativa de juros. No SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que são recursos próprios da Caixa, a taxa de juros caiu de 12% para uma média de 10% ao ano, enquanto nos financiamentos pelo FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) houve redução de 0,5% ao ano para os cotistas do fundo. Ele disse que o FGTS tem três faixas de juros: 6% ao ano para habitação popular, 8,16% ao ano para habitações médias e 8,66% para habitações de valores maiores.

Dados nacionais

A Caixa Econômica Federal superou as expectativas de crescimento e bateu novo recorde em financiamento habitacional. Até 28 de novembro foram assinados 446 mil contratos no valor de R$ 20,4 bilhões, que representa um crescimento de 60 % em relação ao mesmo período do ano passado, quando o banco alcançou R$ 12,7 bilhões. Até o fim do ano, a Caixa estima aplicar R$ 22,8 bilhões e chegar a marca dos 500 mil financiamentos.
A Caixa inicia 2009 com meta de superar os valores de 2008, mantendo as condições de financiamento (prazos e taxas de juros).
No país em 2008, foram assinados 1.924 contratos em média, por dia, o que corresponde a cerca de R$ 88 milhões. Se considerada a performance apenas do segundo semestre de 2008, a média sobe para 2.466 contratos por dia, no montante de R$ 107 milhões. Em 2007, de janeiro a novembro, a média diária de financiamentos foi de R$ 56 milhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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