Câmara debate desmatamento no Tarumã

Em: 3 de agosto de 2010
O desmatamento ambiental que ocorre em grande escala na área do Tarumã, perímetro urbano de Manaus – zona Oeste da cidade, foi debatido ontem no plenário da Câmara Municipal, em Audiência Pública da Comissão de Vigilância Permanente da Amazônia
O desmatamento ambiental que ocorre em grande escala na área do Tarumã, perímetro urbano de Manaus – zona Oeste da cidade, foi debatido ontem no plenário da Câmara Municipal, em Audiência Pública da Comissão de Vigilância Permanente da Amazônia

O desmatamento ambiental que ocorre em grande escala na área do Tarumã, perímetro urbano de Manaus – zona Oeste da cidade, foi debatido ontem no plenário da Câmara Municipal, em Audiência Pública da Comissão de Vigilância Permanente da Amazônia e Meio Ambiente com representantes do Ipaam (Instituto de Preservação Ambiental do Amazonas) e da Semmas (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade).
Requerida pelo vereador Marcelo Ramos (PSB), a audiência estava marcada para ter início às 9h, mas devido à ausência dos convidados, o evento acabou sendo transferido para depois do pequeno expediente e começou às 10h20 com a participação de representantes do presidente do Ipaam e do secretário da Semmas, Antonio Stroski e Carlos Alberto Barreto, respectivamente.
Stroski justificou a ausência do titular do Ipaam, Graco Diniz Fregapani, que estava em uma coletiva de imprensa prestando esclarecimentos sobre o desmatamento que avança no Sul do Estado e também no Baixo Amazonas, enquanto Barreto informou que o secretário da Semmas, Marcelo Dutra, está em viagem ao exterior de interesse do município sobre questões ambientais. Em sua participação no debate, Stroski, que é diretor técnico do Ipaam, disse que a iniciativa do vereador Marcelo Ramos foi muito oportuna. “Vamos entrar agora no período do verão amazônico em que normalmente as ações de supressão vegetal e degradação do meio ambiente se acentuam”, enfatizou.
Stroski lembrou que o Ipaam tem o papel de licenciar todas as atividades potencialmente poluidoras. “Tanto licencia como faz o monitoramento e a fiscalização”, disse ele, acrescentando que com relação ao Tarumã, a região está sob grande pressão imobiliária. “Temos tramitando no Ipaam muitos processos de licenciamento para conjuntos habitacionais, indústria que cresceu bastante naquela área e, ainda, atividades minerais”.
Para ele, o grande problema são as invasões, porque as atividades licenciadas, quando concedidas, recebem condicionantes ou restrições para que o empreendimento se estabeleça. Já no caso das invasões, a atividade é clandestina e sem controle. “O elemento poderoso que auxilia as ações dos órgãos de fiscalização e licenciamento, tanto do Ipaam como da Semmas é o Plano Diretor da cidade”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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