Câmara deve gastar R$ 100 mil por mês com recomposição

Em: 24 de janeiro de 2010
A recomposição da Câmara Legislativa do Distrito Federal determinada pela Justiça para a votação dos processos de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido) vai custar R$ 100 mil a mais por mês nos gastos da Casa Legislativa
A recomposição da Câmara Legislativa do Distrito Federal determinada pela Justiça para a votação dos processos de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido) vai custar R$ 100 mil a mais por mês nos gastos da Casa Legislativa

A recomposição da Câmara Legislativa do Distrito Federal determinada pela Justiça para a votação dos processos de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido) vai custar R$ 100 mil a mais por mês nos gastos da Casa Legislativa. A verba não estava prevista no Orçamento da Câmara.
Além disso, a recomposição vai permitir que suplentes ligados ao esquema de corrupção, aliados do governo local ou com problemas judiciais assumam os mandatos. Dos oito suplentes convocados para assumir na segunda-feira, sete estão dentro deste quadro.
A situação mais delicada é a do médico Roberto Lucena. Segundo suplente do PMDB, ele é irmão de Gilberto Lucena, proprietário da empresa Linknet, que é apontada na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, como uma das principais operadoras do esquema de arrecadação e pagamento de propina.
Em 2009, Gilberto Lucena foi filmado negociando com o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, delator do esquema. Na gravação, ele negocia a partilha do dinheiro e reclama do tamanho da propina paga ao esquema.
Entre os novos distritais também aparecem três ex-integrantes da equipe de Arruda: Joe Valle (PSB), que comandou a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), Ivelise Longui (PMDB), que ex-secretária de Habitação e ex-administradora de Brasília, e Olair Francisco (PT do B), que chefiou a administração de Águas Claras. As administrações funcionam como uma espécie de prefeitura.
Outro a ocupar uma cadeira na Câmara durante as votações dos pedidos de afastamento é o suplente Wigberto Tartuce (PMDB), que enfrenta processo na Justiça, acusado de participar de um esquema de desvio de dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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