Campo receberá 32% dos recursos

Em: 20 de dezembro de 2017
No Amazonas cerca de 273 mil pessoas possuem atividades econômicas ligadas à produção rural
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No Amazonas cerca de 273 mil pessoas possuem atividades econômicas ligadas à produção rural

Dos R$ 125 milhões da verba do Governo do Estado destinada ao estímulo do empreendedorismo, 32% será direcionado para o agronegócio de municípios do interior com maiores potencialidades de crescimento. Para o presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço, priorizar parte desse estímulo às atividades produtivas do setor é de suma importância para o início da construção de polos de produção nos municípios.

“É de extrema relevância que as políticas públicas priorizem o fomento às atividades produtivas localizadas no interior do Estado, afinal, é premente que sejam consolidados polos de produção no interior, diminuindo a dependência de nosso Estado do modelo Zona Franca de Manaus e do Polo Industrial de Manaus”, disse.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no Amazonas cerca de 273 mil pessoas possuem atividades econômicas ligadas a produção rural, seja na agricultura, pecuária, pesca e extrativismo. “Este ano de 2017 mostrou a capacidade que o Amazonas tem para gerar emprego e renda a partir do setor primário. Demonstrando que este tem extrema relevância social e econômica para o Estado”, destacou Lourenço.

Dos R$ 40 milhões inicialmente destinados ao agronegócio, R$ 20 milhões serão para o apoio às cadeias produtivas. Segundo o secretário da Sepror (Secretaria de Estado de Produção Rural do Amazonas), José Aparecido Santos, o investimento do governo do Amazonas é um importante passo para criar uma nova visão do setor primário como uma chance de negócio e renda para o Estado.

“Essa é mais uma vitória, um avanço do setor. Além de termos um Estado livre da febre aftosa, poderemos contar agora com mais recursos para o produtor realizar seu plantio, e produzir de forma eficaz contribuindo para economia e gerando renda. É função do Estado fomentar e incentivar o produtor de forma eficiente e sem burocracia. O dinheiro coloca mais recursos e facilita o agricultor de fazer empréstimo para seu plantio”, disse.

Potencialidades regionais

Na sub-região do Alto Solimões, a prioridade é para as cadeias produtivas da castanha, fruticultura e manejo de pirarucu; na sub-região do triângulo Jutaí/Solimões/Juruá, esforços direcionados à mandioca, manejo do pirarucu, pesca e castanha; no Purus, foco na castanha, pecuária de corte e de leite e fruticultura; no Juruá, fomento à fruticultura, mandioca e pecuária; na sub-região do Madeira, atenção à castanha, pecuária de leite e de corte, piscicultura e fruticultura.

No Alto rio Negro, maiores esforços junto aos produtores que desenvolvem as culturas da mandioca, castanha, fibras e cipós; na sub-região do rio Negro/Solimões, investimentos voltados à fruticultura, castanha, piscicultura, hortifrutigranjeiros, hidroponia, bubalinocultura e pecuária de corte e de leite.
E por fim, na sub-região do Médio Amazonas, maior apoio à pecuária de corte e de leite e avicultura, fruticultura, culturas industriais (guaraná e cacau) e piscicultura.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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