Capital é propulsora

Em: 22 de julho de 2008
Só o comércio de produtos piratas envolve milhares de pessoas na informalidade, gerando um retrocesso no mercado formal de mídia, onde há milhões de investimentos
Só o comércio de produtos piratas envolve milhares de pessoas na informalidade, gerando um retrocesso no mercado formal de mídia, onde há milhões de investimentos

De acordo com o vice-presidente do Corecon (Conselho Regional de Economia), Erivaldo Lopes do Vale, os números do Caged mais uma vez reforçam que a capital amazonense é a grande propulsora da economia do estado, onde há mais estabilidade em recolocações no mercado formal. “Enquanto isso, no interior, esse índice sofre acréscimos e decréscimos consideráveis”, observou.
Essas variações devem permanecer por muitos anos, na opinião do economista, enquanto se faz políticas voltadas para Manaus. “O interior continua ‘penalizado’, até porque, pela sua vocação natural, os municípios praticamente não têm desenvolvimento, à exceção da região do gasoduto. Ali, há processos de tecnologia e agregação maior de qualificação, mas os outros permanecem atrelados”, informou.

Mercado informal

Na análise de Erivaldo, a migração para a capital por conta do desejo de trabalhar formalmente prossegue, mas muitos desses empregados terminam na informalidade. Ele cita o problema da pirataria no setor de mídia. “Não se percebe nenhuma política de retração quanto a essa questão, e isso é um retrocesso no mercado formal de mídia, onde há milhões em investimentos. A cada quatro CDs ou DVDs vendidos, três são piratas, um número absurdo e comprometedor. Há um bom número de gente trabalhando com carteira assinada, mas não é suficiente. Ainda existe um grande exército esperando oportunidades”, avaliou o economista.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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