A captação da caderneta de poupança caiu 47% em 2008. Mesmo assim, a aplicação mais popular do país registrou, no ano passado, o segundo maior resultado da história. Entre janeiro e dezembro de 2008, a poupança registrou uma captação líquida de R$ 17,66 bilhões. Somente no mês de dezembro, foram R$ 5,387 bilhões, resultado impulsionado pelo pagamento do 13º salário.
Os números representam a diferença entre depósitos e saques realizados no período pelos poupadores. Considerando apenas os depósitos, o resultado de 2008 superou o valor registrado em 2007: R$ 1,155 trilhão, ante R$ 1,028 trilhão no ano anterior. O aumento dos saques, no entanto, foi maior, de R$ 995 bilhões para R$ 1,138 trilhão.
No ano passado, a poupança não conseguiu repetir o desempenho de 2007, ano em que foi registrada uma captação recorde de R$ 33,4 bilhões, a melhor da história. Mesmo assim, o saldo total da poupança (dinheiro acumulado ao longo dos anos pelos poupadores) chegou ao valor inédito de R$ 270,4 bilhões.
No ano passado, a caderneta de poupança teve um rendimento de 7,9%. A inflação foi de 9,81%, se medida pelo IGP-M, e de 6,10%, pelo IPCA-15.
Os fundos do tipo DI propiciaram retorno de 12%, enquanto os fundos de Renda Fixa tiveram rentabilidade de quase 13%, sem descontar o Imposto de Renda, que varia de 15% a 22,5%. A poupança é isenta de IR. O índice Ibovespa registrou queda de 41,22% em 2008 e o dólar subiu 31,34% ao longo de 2008.
Bolsa foi a pior aplicação de 2008
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) proporcionou um alívio modesto aos investidores no fechamento do ano. A valorização em dezembro, no entanto, nem de longe afastou a Bolsa da posição de pior investimento do ano, contrariando as previsões otimistas do início de 2008. E num ambiente mais turbulento que o previsto, os investidores seguiram um roteiro já visto em outras crise, correndo para o dólar e o ouro neste ano.
Após cinco anos de ganhos consecutivos, o índice Ibovespa registrou uma retração de 41,22% em 2008, sem resistir ao agravamento da crise financeira precipitado a partir de setembro, com a quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers. No primeiro semestre deste ano, corretoras trabalhavam com projeções na casa dos 70 mil pontos para dezembro de 2008, o que equivalia a uma valorização de quase 10%, na hipótese menos eufórica dos analistas.
Para 2009, com muitas reservas, analistas estimam que o Ibovespa chegue aos 50 mil pontos no último mês, o que representa uma alta superior a 30% ao longo de todo o período. Esse cenário embute a expectativa de um quadro econômico muito complicado ainda no primeiro semestre de 2009, mas em que a economia mundial inicia a sua recuperação na segunda metade do ano. O preço da moeda americana disparou 31,34% no mercado doméstico ao longo de 2008, puxando a rentabilidade dos fundos cambiais neste ano.







