Cartões faturam R$ 310 milhões no Estado, com salto de 34,2%

Em: 24 de janeiro de 2008
Até o fim deste mês, as operadoras devem efetuar 3,01 milhões de transações no Estado
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Até o fim deste mês, as operadoras devem efetuar 3,01 milhões de transações no Estado

A indústria de cartão de crédito vai encerrar o mês de janeiro com faturamento de R$ 310 milhões no Amazonas, resultado que representa um crescimento de 34,2% sobre a receita de R$ 231 milhões computada no mesmo período de 2007.

A projeção foi divulgada esta semana pela Itaucard, por meio da sua pesquisa mensal “Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento”, realizada com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).

Até o fim do mês, as operadoras vão efetuar 3,01 milhões de transações no Estado, volume 31,4% maior que o registrado em janeiro de 2006. O número de plásticos emitidos deve ficar em 1,70 milhão de unidades, ou seja, um volume que supera em 3,40% a população de Manaus, que segundo a Contagem Populacional 2007 do IBGE é de 1,64 milhão de habitantes. Na comparação com janeiro do ano passado, o aumento previsto para a quantidade emitida de cartões é de 14,8%.

Vale ressaltar que a pesquisa da Itaucard não inclui as operações dos cartões de loja, conhecidos como private label.

Créditos aumentaram

De acordo com o presidente do Corecon-AM/RR (Conselho Regional de Economia Amazonas/Roraima), Sylvio Mário Puga Ferreira, o mercado de cartões foi aquecido pelo aumento da oferta de crédito no país nos últimos cinco anos. “O acesso ao crédito tem crescido principalmente para as classes C, D e E. Isso permitiu que um número maior de pessoas pudesse utilizar essa modalidade de pagamento”, analisou.

Conforme os indicadores divulgados pela Itaucard em dezembro último, de 2003 a 2007 a quantidade de cartões na classe de baixa renda (considerada pelo estudo como a que gasta valores abaixo de R$ 1.499 com o plástico) cresceu de 26 milhões para 62 milhões, ou seja, um incremento de 138%. No mesmo intervalo, as demais rendas, que gastam acima de R$ 1.500, adquiriram um volume 58% maior de unidades, de forma que o número de plásticos nessa faixa da população saltou de 19 milhões para 30 milhões.

No que diz respeito ao faturamento, a classe de baixa renda demonstrou um crescimento de 137%, saindo de R$ 36,1 bilhões em 2003 para R$ 85,6 bilhões em 2007. Enquanto isso, as demais rendas, que em 2003 significavam para o setor uma receita de R$ 51,9 bilhões, passaram a contribuir com um faturamento de R$ 96,2 bilhões, numa variação de 85%.

O economista destacou que o cartão se torna vantajoso para o usuário porque possibilita a ele postergar o débito em função de outros recebíveis. “Além disso, o consumidor está substituindo o uso da moeda manual pela moeda de plástico por motivo de segurança”, observou Ferreira.

O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), José Azevedo, ponderou que o uso do cartão é uma tendência em todo o Brasil pela praticidade e conveniência oferecidas. “Até uma pessoa que ganha um salário mínimo pode ter um cartão hoje. O dinheiro de plástico tem sido o grande filão dos bancos”, afirmou.

De acordo com o empresário, o cartão de crédito é tido pelo consumidor de baixo poder aquisitivo como uma credencial. “A pessoa de baixa renda controla melhor o uso do cartão do que os usuários com renda mais alta, porque para ela o mais importante é o crédito obtido para comprar”, justificou Azevedo.

Empresa calcula que valor médio de compras com dinheiro plástico deve incrementar 10% neste mês

Segundo a pesquisa da empresa de cartões do Itaú, o valor médio de compras realizadas com plástico deve ter alta de 10% neste mês, chegando a R$ 103. No mesmo período de 2006, essa quantia era de aproximadamente R$ 93,7.

O estudo da Itaucard mostrou que o ticket médio contabilizado no Estado do Amazonas é superior à compra média nacional, estimada no mês de janeiro em R$ 76,3. Para Sylvio Ferreira, o alto valor registrado no Estado está relacionado ao perfil do PIM (Pólo Industrial de Manaus), que tem como líder de vendas o segmento de áudio e vídeo.

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Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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