Castro pode ser opção para o governo do Estado

Em: 6 de março de 2013
Novo partido de Marina Silva chega a Manaus e quer o deputado Luiz Castro como liderança
Novo partido de Marina Silva chega a Manaus e quer o deputado Luiz Castro como liderança

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Luiz Castro (PPS) admitiu ontem (5) ao Jornal do Commercio suas afinidades com as propostas ambientalistas do novo partido criado pela ex-ministra Marina Silva: o Rede Sustentabilidade. Apesar de se sentir à vontade no PPS e se relacionar bem com a cúpula estadual do partido, Castro não esconde sua simpatia pelo Rede e se diz “sensível” a discutir a possibilidade de se candidatar ao governo do Estado pela nova sigla em 2014.
“O Rede, no meu entender, é o instrumento de um amplo movimento nacional que aponta para a prática de uma nova política no país. Eu estou integrado a esse movimento e muita gente dentro do PPS também está. Trata-se de um movimento que visa resgatar os valores da política a partir da ética e da sustentabilidade, do respeito ao ser humano e de comprometimento com as causas coletivas. Eu confirmo a minha integração a esse movimento e a minha admiração pelo novo partido”.
Quanto a sua candidatura a sucessão do governador Omar Aziz (PSD) em 2014, Castro afirma que a hipótese existe. “Essa é uma hipótese vinculada a um cenário em que pontifica a questão da candidatura de Marina Silva à Presidência da República”, comenta, observando que tudo dependerá de como o Rede vai se estruturar em nível nacional. “Essa decisão terá que ser tomada em conjunto, porque, inclusive, posso ser candidato ao governo também pelo PPS em coligação com o Rede e outras legendas progressistas.
Segundo Luiz Castro, o surgimento do Rede de Marina foi oportuno em um momento em que as bases nacionais do PPS questionam o alinhamento PPS/PSDB/DEM.“Há uma corrente no PPS que defende uma outra alternativa em nível nacional e em nível regional. E é bom que se diga que a questão não é que eu esteja propenso a deixar meu atual partido por conta de uma candidatura a Câmara Federal ou ao governo do Estado. Posso fazer isso, mas dentro de uma nova concepção de política sem fisiologismo, sem corrupção, sem o poder econômico abusando de tudo e de todos”.

Hyssa

Castro esclarece que o seu contato e articulações em relação ao Rede não pode ser confundido com qualquer cisma entre ele e o PPS no Estado. Ao contrário, garante que o seu relacionamento com os membros da cúpula estadual do partido “nunca esteve tão bom”. Ele classifica como “perfeitamente cordial” sua amizade com o vice-prefeito Hyssa Abrahão e com Guto Rodrigues, assim como faz questão de destacar sua boa relação com o prefeito Arthur Neto, uma das lideranças nacionais mais fortes do PSDB.
Castro prefere atribuir seu comportamento ao “idealismo” e às ideias disseminadas pelo movimento em busca de uma “nova política” para o Brasil que, conforme ele, no Amazonas conta com a simpatia de políticos como o deputado federal Francisco Praciano (PT), o ex-deputado Humberto Michiles, atualmente respondendo pela Secretaria de Governo de Arthur Neto, além do líder do PSB na Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Ramos, e da ex-secretária municipal de Meio Ambiente, Luciana Valente.
O movimento, ressalta Castro, também conta com o engajamento de líderes nacionais como o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) , dentre outros expoentes. “Nós entendemos ser possível o resgate da política em seu sentido maior, que é a defesa dos interesses coletivos. Eu acredito nisso e aposto no sonho, eu que fui agricultor e professor em uma cidade tão distante da capital do Amazonas, a cidade de Envira, no Alto Juruá. Acredito numa nova política sem interesses pecuniários e sem a lógica do poder pelo poder. Nós temos o idealismo daqueles jovens que foram às praças públicas em 1968 enfrentar a Ditadura Militar, temos o idealismo daqueles que não aceitam a corrupção e a eleição de um Renan Calheiros para presidir o Senado da República”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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