Celular ignora crise e bate recorde em 2008

Em: 5 de janeiro de 2009
O ano de 2008 não conheceu crise alguma em matéria de telefonia celular. O total de brasileiros que aderiram à moda do aparelho móvel ao longo do ano bateu recorde. Foram 26 milhões de pessoas nos onze meses de janeiro a novembro
O ano de 2008 não conheceu crise alguma em matéria de telefonia celular. O total de brasileiros que aderiram à moda do aparelho móvel ao longo do ano bateu recorde. Foram 26 milhões de pessoas nos onze meses de janeiro a novembro

O ano de 2008 não conheceu crise alguma em matéria de telefonia celular. O total de brasileiros que aderiram à moda do aparelho móvel ao longo do ano bateu recorde. Foram 26 milhões de pessoas nos onze meses de janeiro a novembro.
Dezembro costuma ser o período mais aquecido em vendas, quando as operadoras celulares capricham nas promoções e os clientes usam e abusam do telefone como presente, o que leva a crer em novo avanço considerável, embora ainda não quantificado neste Natal.
No ano de 2007, para se ter uma idéia da força do celular como objeto de desejo, dezembro atraiu 5 milhões de habilitações, quase um quarto do total do ano inteiro, saltando de 16,3 milhões em novembro para 21 milhões no acumulado em todo o período.
Em 2008, a despeito da crise de crédito que abalou as finanças do mundo, o setor de telefonia móvel doméstico exibiu aquecimento incomum. De janeiro a novembro, o avanço de 26 milhões marcou uma diferença de 10 milhões na comparação com o mesmo período de onze meses do ano anterior. Trata-se de avanço não desprezível até para os mercados emergentes que crescem com aceleração.
A verdade é que os analistas mais otimistas se surpreenderam com o vigor registrado no setor, a despeito de o índice de incidência do celular na população, indicador conhecido pelo jargão de teledensidade, já estar em nível de nação desenvolvida, tendo saltado de 61,20% em 2007 para 76,33% em novembro último, o que teoricamente diminui a velocidade do crescimento.
Do conjunto de clientes do país, segundo estatísticas da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), 119,5 milhões pertencem ao sistema pré-pago e equivalem a 81,29%; enquanto 27,5 milhões são pós-pagos, com fatia de 18,71%. Segundo a agência, o número de assinantes cresceu 21,55% em onze meses, superando em 23,8% as 21 milhões de novas habilitações registradas ao longo do ano passado inteiro.

Oi em São Paulo

A entrada da Oi em São Paulo, que se deu em outubro, está sendo apontada como responsável pelo avanço incomum do setor. Em três meses, a recém-chegada conquistou 1,5 milhão de paulistas, superando suas próprias previsões, afirmou o presidente da consultoria especializada Teleco, Eduardo Tude. Embora com armas diferentes, as concorrentes Vivo e Claro reagiram ferozmente para não perder fatia de mercado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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