CENÁRIO – Itaú Unibanco reduz projeção para o PIB de 2011

Em: 13 de janeiro de 2012
O Itaú Unibanco promoveu revisões em algumas de suas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, a despeito dos recentes sinais mais favoráveis da atividade. Para o quarto trimestre de 2011…
O Itaú Unibanco promoveu revisões em algumas de suas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, a despeito dos recentes sinais mais favoráveis da atividade. Para o quarto trimestre de 2011...

O Itaú Unibanco promoveu revisões em algumas de suas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, a despeito dos recentes sinais mais favoráveis da atividade. Para o quarto trimestre de 2011, a instituição reviu para baixo a expectativa de crescimento, de 0,4% para 0,2% (variação trimestral, com ajuste sazonal), “mesmo com os dados melhores (da economia) de novembro e dezembro”, afirma a instituição em texto intitulado “Revisão de Cenário – Brasil: Devagar e para a frente”. “Como resultado, reduzimos nossa projeção (do PIB) para 2,7%”, de 2,8% anteriormente, afirma o relatório.
As previsões para a expansão da economia em 2012, contudo, foram preservadas. No cenário básico do banco, o PIB cresce 3,5%, a inflação fica em 5,2% e o dólar, em R$ 1,75 ao final deste ano. “O cenário leva em conta políticas expansionistas ao longo do ano”, argumentam os economistas do Itaú Unibanco.
A instituição salienta que as revisões para baixo foram feitas a despeito de “pequenos progressos” vistos na reta final de 2011, como por exemplo o crescimento da indústria em novembro após três meses de declínio, recuperação das vendas no varejo e alta nos índices de confiança do consumidor. “O quarto trimestre parece ter se encerrado melhor do que começou: ainda fraco (como no terceiro), porém sem sinais de mais enfraquecimento”, diz o texto. Os profissionais ponderam, contudo, que a indústria permanece com elevados níveis de estoques.
Para este ano, a perspectiva é mais otimista. “O cenário global que o Brasil enfrentará em 2012 é de baixo crescimento, porém sem ruptura. Neste cenário, o Brasil volta a crescer, principalmente no segundo semestre do ano.”
Entre os estímulos que deverão amparar um crescimento mais firme, a instituição menciona o novo salário mínimo de R$ 622 e a redução do IPI (Imposto para Produtos Industrializados) para eletrodomésticos da linha branca. “Ambos são parte fundamental do crescimento do primeiro trimestre. Depois disso, o salário mínimo terá efeito residual, enquanto o efeito do IPI deve se tornar negativo (seu efeito é quase todo de antecipação das vendas)”, afirmam os economistas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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