Centro ainda é a escolha para compras

Em: 14 de março de 2011
Segundo a pesquisa mais recente do Ifpeam (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas), nem mesmo o conforto e a comodidade dos shoppings da cidade conseguiram tirar o Centro como principal destino de compras do consumidor de Manaus
Segundo a pesquisa mais recente do Ifpeam (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas), nem mesmo o conforto e a comodidade dos shoppings da cidade conseguiram tirar o Centro como principal destino de compras do consumidor de Manaus

Segundo a pesquisa mais recente do Ifpeam (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas), nem mesmo o conforto e a comodidade dos shoppings da cidade conseguiram tirar o Centro como principal destino de compras do consumidor de Manaus. A pesquisa apurou que essa é a preferência de 55,5% dos entrevistados e que apenas 25,3% irão aos centros de compras em março para gastar.
O preço ainda é a exigência primordial para quem frequenta o Centro. Ele representa 76,1% do motivo da escolha do consumidor. Logo abaixo na pesquisa ficaram quesitos de variedade de produtos (45,9%), de lojas (40,1%) e promoções (35,6%) como fatores que influenciam na escolha de onde desembolsar.
Para os shoppings, os entrevistados adotaram como critérios de escolha a climatização, com 78,2%, localização (21,4%) e segurança (27,7%). Estacionamento (7%), variedade de produtos (6,9%) e preços (5,9%), ficaram entres as últimas exigências para quem compra nesses estabelecimentos.
O presidente da FCDL/AM (Federação da Câmara dos Dirigentes Lojistas do Estado do Amazonas), Ralph Assayag, destaca que o Centro é frequentado pelas classes B, C e D. Já os shoppings estão no gosto da família classe A. “Muita gente vai ao Centro por acreditar que o preço é mais em conta. Só que isso não existe mais. Hoje em dia, o cliente leva em conta outros fatores como estacionamento e segurança. No Centro, por exemplo, é difícil estacionar”, comentou o dirigente.
Outro dado apontado pela pesquisa é que 19% dos entrevistados optam em usar o comércio local e apenas 0,2% informaram comprar no mercado informal.

Otimismo parcial

O levantamento também mostrou um resultado interessante na mente do consumidor. Nos últimos três meses, os entrevistados foram questionados se acreditavam que a economia amazonense comparada com o mesmo período do ano passado estaria um pouco ou muito melhor. Em março, 58,7% das respostas foram de otimismo, maior valor apurado nos últimos três meses.
Porém em relação à empregabilidade, houve redução na confiança. No total, 38,5% dos entrevistados afirmaram estar mais difícil conseguir um emprego. Este resultado é menor que o revelado em fevereiro, quando se obteve um percentual de 40,5%.
Ainda sobre a pesquisa, 5,8% dos entrevistados declararam receber renda familiar mensal de até um salário mínimo (R$ 510), sendo que a maioria (63%) relatou receber renda mensal entre um e dois salários mínimos (R$ 511 a R$ 1.020). Por outro lado, 0,5% dos entrevistados declararam receber renda mensal entre R$ 8.160 a R$ 16.320. Vale lembrar que as opiniões coletadas têm como referência o valor base do salário mínimo antes do reajuste.
A pesquisa do Ifpeam foi realizada por zonas nos respectivos bairros de Manaus. Foram ouvidos, ao todo, 400 consumidores que responderam questão sobre lugares onde preferem fazer compras, intenção de consumo e perspectivas econômicas tanto para o comércio local quanto para o Estado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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