A expectativa de emprego na indústria incentivada da capital é positiva para este ano. Os empresários do PIM (Polo Industrial de Manaus) preveem um crescimento de 10% a 13% nas contratações, informou o Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletroeletrônicos Similares de Manaus).
Com relação aos temporários, o presidente da entidade, Wilson Périco, diz que algumas empresas já efetivaram no seu quadro de funcionários, enquanto outras estão renovando contrato por mais três meses. “O ano de 2010 foi muito bom, geramos 107 mil empregos fixos e temporários”, disse Périco.
Ele considera que, para este ano, o que pode influenciar a geração de empregos é a concorrência com os produtos chineses, principalmente levando em conta que o dólar baixo faz com que esses produtos fiquem também mais baratos, reduzindo a competitividade da indústria nacional.
Já para o 1º vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Athaydes Mariano Félix, a previsão até junho de 2011 é um crescimento de 2.000 a 3.000 empregos no PIM, o que representa uma diferença de 3% de aumento. A tendência é de crescimento de contratações também para o segundo semestre.
Ele conta que os níveis de emprego, principalmente no setor de duas rodas e eletroeletrônico vêm se mantendo nos mesmos níveis anteriores. “A estimativa é que, com a chegada do Dia da Mães, o faturamento das indústrias aumente de 5% a 7%. Porém, esse crescimento não impacta diretamente na geração de novos empregos, já que as indústrias estão com estoque de produtos para esta data comemorativa”, ressalvou.
Segundo Athaydes Félix, os profissionais das áreas técnicas, como engenheiros de produção e automação, entre outros, continuam sendo os mais procurados pela indústria amazonense.
Enquanto isso, para o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado do Amazonas, Ricardo Alves Miranda, ainda é cedo para fazer previsões, já que a entidade estava esperando o fim do clima de Carnaval para tratar do assunto, na segunda quinzena de março. “Estamos esperando para fazer o balanço e expectativa para o setor este ano. Mas, apostamos que as datas comemorativas que estão se aproximando, como Dia das Mães e Dia dos Pais deem um gás à produção”, contou.
Bens de consumo
De acordo com a Asserttem (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e Trabalho Temporário) os maiores empregadores do setor são as indústrias de bens de consumo, como alimentos, bebidas, brinquedos, eletrônicos, vestuário e papel. As contratações são para as funções de auxiliar administrativo, auxiliar de departamento financeiro, auxiliar de laboratório, auxiliar de serviços gerais, motoristas, nutricionista, operador de empilhadeira, operador de máquinas, técnico em manutenção industrial e técnico em segurança trabalho.
Segundo a Setrab (Secretaria Estadual do Trabalho), das 19.351 vagas disponíveis no Sine/AM (Sistema Nacional de Emprego do Amazonas) em 2010, 2.676 eram para indústria. Foram encaminhados 5.947 trabalhadores ao mercado de trabalho do setor.
Emprego tem alta pelo 12º mês seguido
O emprego industrial registrou alta pela 12ª vez seguida em todo o país na comparação de janeiro de 2010 com igual mês do ano anterior, com perfil generalizado de expansão, mas com redução no ritmo de crescimento.
Em janeiro, a elevação foi de 2,7%, a menos intensa desde março de 2010 (2,4%), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Já no confronto com dezembro, o emprego repetiu em janeiro a variação negativa de 0,1% observada no mês anterior, na série livre de influências sazonais, após apontar variação positiva de 0,1% em outubro e novembro de 2010.
O quadro de estabilidade refletiu o menor dinamismo da produção observado a partir do segundo trimestre de 2010, conforme o órgão.
No acumulado nos últimos 12 meses, houve crescimento de 3,7%, o resultado mais elevado desde o início da série histórica do IBGE.
No confronto entre os meses de janeiro, o contingente de trabalhadores avançou nas 14 áreas investigadas. Os destaques ficaram com São Paulo (2,0%), Minas Gerais (4,2%), região Norte e Centro-Oeste (4,4%) e região Nordeste (2,1%).
Em termos setoriais, houve expansão em 12 dos 18 ramos investigados. As pressões positivas mais importantes vieram das atividades de meios de transporte (8,2%), de produtos de metal (8,9%), de máquinas e equipamentos (7,4%), de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,6%) e de metalurgia básica (9,0%).
O número de horas pagas aos trabalhadores teve variação negativa de 0,1% frente ao mês anterior, na série livre dos efeitos sazonais. Já na comparação com janeiro do ano passado, houve avanço de 2,8%, o menor desde fevereiro de 2010 (1,7%).
O valor da folha de pagamento real ajustado sazonalmente cresceu 5,1% em relação ao mês imediatamente anterior. No confronto com igual mês de 2010, houve avanço de 7,1%, a 13ª taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação.






