A cesta básica em Manaus no mês de junho ficou entre as sete mais caras do país, com valor de R$ 316,29. No mês passado o conjunto de itens alimentícios essenciais custava R$ 313,12, o que representa um aumento de 6,08% em relação a maio. De acordo com o supervisor Técnico do Escritório Regional do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no Amazonas, Inaldo Seixas Cruz, a alta deve-se, principalmente ao tomate, que registrou acréscimo de 19,65% nas prateleiras amazonenses.
Segundo ele, mesmo que o tomate consumido no Amazonas seja produzido na região, os produtores ‘aproveitaram’ o momento também para injetar o preço local. Em um ano, o preço do tomate aumentou 28,36%.
Acompanhando os aumentos na tabela de preços, a banana e o leite também dispararam, com alta de 10,8% e 5,5%, respectivamente. “Anualmente as plantações de banana sofrem impactos negativos devido a cheia dos rios e dessa vez, não foi diferente”, lamenta. Sobre o leite, o especialista aponta a entressafra como causa para a alta. “As pessoas não deixam de consumir mesmo quando a oferta de produto diminui”. Nos últimos 12 meses, o alimentou manteve a variação de 5,14%.
Entre os alimentos que também ficaram mais caros em junho de 2014: açúcar (3,55%), manteiga (2,50%), carne (2,42%), óleo (1,67%), e pão (0,56%).
Por outro lado, alguns itens apresentaram preços mais baratos no mercado amazonense. Foi o caso do feijão (-3,99%), farinha (-3,29%), café (-0,74%) e arroz (-0,46%). “O feijão foi o produto com a maior redução no mês de junho, a oferta expressiva do grão explica a redução dos preços do bem”, diz Cruz.
“No caso da farinha: apesar das chuvas reduzirem a oferta da raiz de mandioca, os preços já vinham apresentando reduções, devido as baixas cotações da farinha no varejo”. Depois do aumento de mais de 200% entre 2012 e 2013 -quando o quilo da farinha chegou a custar R$ 19 -a análise sobre os últimos 12 meses mostra a farinha com preço 29,95% mais barato.
O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 996,45 durante o mês de junho. Esse valor equivale a aproximadamente 1,38 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 724,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família foi de R$ 939,36.
No Brasil
Em junho, os preços do conjunto de bens alimentícios essenciais diminuíram em 10 das 18 capitais onde o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza mensalmente a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores quedas foram registradas em Belo Horizonte (-7,33%), Campo Grande (-4,55%), Porto Alegre (-4,00%) e São Paulo (-3,25%). As altas mais expressivas foram observadas no Norte e Nordeste: Manaus (6,08%), João Pessoa (3,43%), Aracaju (2,45%) e Recife (1,53%). Florianópolis foi a única capital do Sul que apresentou aumento no valor da cesta (0,98%).
São Paulo foi a cidade onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 354,63) e apresentou a quarta maior variação negativa (-3,25%) em relação a maio. A segunda maior cesta foi observada em Florianópolis (R$ 353,76), seguida por Porto Alegre (R$ 351,36). Os menores valores médios da cesta foram verificados em Aracaju (R$ 247,64), Salvador (R$ 278,97) e João Pessoa (R$ 281,70).
Belo Horizonte registrou a maior queda no preço médio da cesta (7,33%), seguida por Campo Grande (4,55%), Porto Alegre (4%) e São Paulo (3,25%). Do outro lado, as maiores altas foram registradas em Manaus (6,08%), João Pessoa (3,43%), Aracaju (2 45%) e Recife (1,53%).
De acordo com Cruz, os recuos dos preços da cesta básica em junho foram puxados pelos preços de feijão, batata, óleo de soja, banana e tomate. “Por outro lado, itens como carne, leite e arroz apresentaram aumento nos preços na maioria das capitais”, comenta o supervisor.






