Cesta manauara é a 7ª mais cara

Em: 8 de outubro de 2012
A cesta básica em Manaus fechou o mês de setembro como a 7ª mais cara do país. Com valor de R$ 287,82, o conjunto de alimentos apresentou aumento de 2,5% em relação ao mês anterior, quando custou aos consumidores manauaras R$ 280,81
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A cesta básica em Manaus fechou o mês de setembro como a 7ª mais cara do país. Com valor de R$ 287,82, o conjunto de alimentos apresentou aumento de 2,5% em relação ao mês anterior, quando custou aos consumidores manauaras R$ 280,81

A cesta básica em Manaus fechou o mês de setembro como a 7ª mais cara do país. Com valor de R$ 287,82, o conjunto de alimentos apresentou aumento de 2,5% em relação ao mês anterior, quando custou aos consumidores manauaras R$ 280,81. De acordo com dados cedidos pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o grupo de itens alimentícios essenciais custava R$ 249,38 na mesma temporada, em 2011.
De acordo com a supervisora técnica do escritório regional do Dieese no Amazonas, Alessandra de Moura Cadamuro, a alta acumulada entre janeiro e setembro é de 12,52%, enquanto na comparação com setembro de 2011, o aumento chega a 15,41%.
Considerando uma família composta por quatro pessoas (sendo dois adultos e duas crianças que consomem igual quantidade), o gasto mensal em setembro chegou a R$ 863,46 -valor equivalente a 1,39 vezes o salário mínimo atual (R$ 622,00). No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família foi de R$ 842,43.
Entre os 12 produtos considerados indispensáveis para a alimentação da população, nove estavam mais caros nas prateleiras. Os que apresentaram maior alta na capital amazonense foram: o óleo, a farinha e a carne, com índices percentuais de aumento de 6,06%, 4,95% e 4,15%. Na sequência, aparecem: pão (3,84%), tomate (3,72%), café (3,44%), arroz (2,50%), leite (0,75%) e açúcar (0,54%). Por outro lado, manteiga, banana e feijão apresentaram queda de -2,36%, -1,84% e -0,40%, respectivamente.
No acumulado do ano, de janeiro a setembro, apenas o açúcar (-6,06%) teve queda nos preços. Os outros 11 produtos da cesta tiveram aumentos: feijão (33,77%), farinha (33,18%), tomate (22,64%), óleo (19,05%), manteiga (16,56%), banana (13,85%), pão (10,87%), arroz (7,27%), café (3,95%), leite (3,47%) e carne (1,5%).
O estudo aponta que a variação anual da farinha chegou a 33,18%. A especialista explica que as mudanças devem-se aos fenômenos naturais, impossíveis de serem controlados pelo homem e sua tecnologia. “No início do ano, as cheias prejudicaram a produção e, dessa vez, foi a vazante”, destaca Cadamuro.
A carne registrou a mesma tendência do mês anterior, acumulando 5,5% nos últimos 12 meses. A carne bovina, produto de maior peso na cesta de alimentos, fechou setembro com alta em 13 capitais.

Preço da cesta sobe em nove capitais

Em setembro, o preço dos gêneros alimentícios essenciais aumentou em nove das 17 capitais onde o estudo foi realizado. Manaus está em terceiro lugar, com 2,50% de alta. A liderança ficou dividida entre Florianópolis (5,23%) e Belo Horizonte (3,23%).
As quedas mais significativas ocorreram em Goiânia (-5,22%), Salvador (-3,34%) e Aracaju (-2,44%). As cestas mais baratas foram encontradas em Aracaju (R$ 207,80), Salvador (R$ 217,71) e João Pessoa (R$ 233,26).
Nos últimos 12 meses, de outubro de 2011 a setembro deste ano, o custo médio da cesta de alimentos aumentou em todas as capitais pesquisadas, com destaque para Fortaleza (22,44%), Vitória (20,48%) e Florianópolis (19,43%). Os menores aumentos foram verificados em Salvador (4,63%), Goiânia (8,07%) e Belém (11,30%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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