Em 2012, o Amazonas ficou em 25º lugar no ranking entre os estados com mais cheques devolvidos, com apenas 1,59%. Roraima lidera a lista de maior percentual (11,88%). Embora a Região Norte seja a que registrou maior percentual, o Amazonas segue o padrão do Sudeste (1,58%), com menor índice em devolução.
De acordo com estudo divulgado ontem pelo indicador Serasa de Cheques Sem Fundo, São Paulo teve o menor percentual do ano, com 1,46%.
Para a especialista econômica Samantha Gomes, a insuficiência de fundos dos consumidores refletiu no alto índice de cheques devolvidos em todo o país, chegando a média nacional de 2,02%. “O ano foi marcado por muitas crises, tanto em nível estadual quanto nacional e isso reflete na inadimplência do consumidor”, avalia.
Baseado no levantamento, este foi o maior percentual de devolução desde 2009, quando 2,15% dos cheques compensados retornaram por falta de fundos.
O volume de cheques sem fundos também cresceu nas comparações anual e mensal. Em dezembro foram 2,04% de cheques sem fundos, percentual maior que o 1,96% de devolução, observado em novembro último, e que o 1,99% registrado em dezembro de 2011.
Para o economista da Serasa, Antonio José Vasconcelos, os cheques sem fundos experimentaram três diferentes momentos em 2012: de janeiro a maio, de junho a setembro e de outubro a dezembro.
De janeiro a maio ocorreram seguidas elevações no número de cheques devolvidos, com exceção de abril, quando foi registrada uma ligeira queda. “Esse período refletiu as dificuldades do consumidor em quitar os cheques pré-datados utilizados ainda nas festas de fim de ano de 2011, unidas às despesas típicas do início do ano, como IPTU e IPVA”, reflete.
O período de junho a setembro, por sua vez, é marcado por quedas contínuas no volume de cheques devolvidos, reflexo do recuo da inadimplência do consumidor, que, por estar endividado, consumiu e financiou menos. Por fim, de outubro a dezembro houve altas no total de cheques sem fundos, em decorrência do Dia das Crianças e do Natal.
Norte do país
Realizando um comparativo interestadual, percebe-se que a diferença entre os índices varia de 11,88% (para Roraima) a 1,46% (em São Paulo). “Quando observada a lista com os estados, nota-se a concentração dos cheques sem fundo para o Norte do país”, Gomes aponta. Formada por sete Estados, cinco destes estão entre os 10 primeiros colocados: Amapá (10,32%), Acre (10,10%), Rondônia (6,09%), Tocantins (5,59%). O Pará ocupa a 13ª posição, com 4,60%.







