China compra ações de bancos

Em: 11 de outubro de 2011
A China comprou ontem mais ações dos maiores bancos do país, em uma tentativa de estabilizar as operações e o funcionamento das instituições financeiras e balancear os preços dos ativos, segundo a agência de notícias estatal Xinhua
A China comprou ontem mais ações dos maiores bancos do país, em uma tentativa de estabilizar as operações e o funcionamento das instituições financeiras e balancear os preços dos ativos, segundo a agência de notícias estatal Xinhua

A China comprou ontem mais ações dos maiores bancos do país, em uma tentativa de estabilizar as operações e o funcionamento das instituições financeiras e balancear os preços dos ativos, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
O braço do fundo sobe‑ rano chinês Central Huijin comprou ações de quatro grandes bancos estatais no mercado secundário: ICBC (Banco Comercial e Industrial da China), ABC (Banco da Agricultura da China), BoC (Banco da China) e CCB (Banco da Construção Chinesa).
Ainda não foi divulgado o tamanho da fatia das instituições que a Central Huijin passa a ter após a aquisição -mas o gover–no, através do fundo, já é o maior acionista dos bancos.
De acordo com a Xinhua, as ações do setor financeiro da China têm tido um fraco desempenho em meio às medidas do governo para restringir a liquidez, buscando frear efeitos inflacionários no país.
Somente neste ano, o banco central chinês já subiu a taxa básica de juros três vezes e subiu a taxa de depósito compulsório seis vezes para retirar o excesso de di–nheiro do mercado.
Segundo a versão online do jornal “Financial Times”, a compra de ações dos quatro grandes bancos é um sinal de apoio ao mercado acionário e a ação estatal mais concreta até o momento para reforçar a confiança na economia chinesa, que vem apresentando desaceleração.
A publicação ressaltou que, apesar de o crescimento chinês ter mantido um bom desempenho até agora, a crise da dívida na zona do euro e o risco de uma nova recessão nos Estados Unidos levantaram preocupações quanto à saúde econômica da China.
A última vez que a Central Huijin tomou uma medida desse tipo, lembrou o jornal, foi em setembro de 2008, quando o estouro da crise financeira global penalizou as ações chinesas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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