Menos de uma semana após anunciar a aplicação do Choque de Ordem sobre os postos de combustíveis, a Prefeitura de Manaus, por meio do Implurb (Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano), interditou ontem, o primeira unidade clandestina de muitas que já estão sob fiscalização. Localizado por meio de reclamação feita ao disk-denúncia do instituto, o posto funcionava no mesmo terreno da Coopermo (Cooperativa dos Permissionários de Transporte Alternativo de Passageiros), na rua Mangirioba, João Paulo 2, Jorge Teixeira, mas não pertencia à cooperativa. Uma parte do terreno da cooperativa foi alugada para terceiros que construíram e estavam explorando a venda de combustível.
A Coopermo foi uma das cooperativas criadas na administração passada depois que as kombis-lotação foram retiradas de circulação e foram transformadas em ônibus alternativos (os amarelinhos). Como havia muitas kombis, foi necessário formar uma cooperativa e abrir o segmento de ônibus executivos para abrigar os kombeiros que ficaram sem linhas na Zona Leste.
Sem condições
Ao chegar ao local denunciado, os fiscais do Implurb buscaram os documentos de propriedade para identificar os donos do empreendimento, mas houve recusa em entregar a papelada. Dessa forma, a Coopermo foi convocada a entregar cópia do contrato de aluguel para que os proprietários sejam identificados.
Os fiscais identificaram também que o posto não tinha condições de operar com segurança, já que a bomba de combustível estava localizada dentro de um galpão construído no mesmo lugar em que funcionários da cooperativa trabalham e estacionam veículos.
“Chegamos aqui e pedimos as licenças que eles teriam de ter para funcionar, mas ele não nos apresentaram nada. Não nos mostraram alvará, licença ambiental, aprovação do Corpo de Bombeiros ou Habite-se. Nada nos foi apresentado que comprovasse a legalidade do abastecimento”, esclareceu o diretor-presidente, Manoel Ribeiro.
Sem os documentos da cooperativa e do posto de combustível, todo o terreno foi esvaziado e lacrado pelo Implurb. No local, a equipe foi recebida pela administradora do posto, Glenda Ramos, que alegou não ter documentos guardados na sede do imóvel. Caso regularize a área, com alvará atrasado há três anos, a cooperativa – sem a inclusão do posto de gasolina – poderá voltar a funcionar.







