A cultura só tem a comemorar, no próximo dia 21, quarta-feira, com a entrega da premiação da quarta edição do concurso “Prêmios Literários Cidade de Manaus”, dentro de um novo espaço cultural da cidade, o Les Artistes Café Teatro.
Jaime Pereira, secretário executivo do ConCultura (Conselho Municipal de Cultura) falou que “hoje o Prêmios Literários Cidade de Manaus é o maior concurso literário do Brasil”. Realizado entre 2006 e 2007, este agora aconteceu em 2011 com uma novidade, a premiação para a categoria regional, contemplando apenas autores locais. “É provável que a próxima edição, prevista para 2013, seja dirigida apenas para os autores da região Norte, mas isto ainda depende da avaliação da próxima gestão. O novo formato será rediscutido no próximo ano”, acrescentou Pereira.
O secretário executivo também assegurou que o concurso literário continuará a integrar as atividades do ConCultura, pois existe um decreto que garante a sua continuidade e o novo prefeito deverá referendá-lo. “Entre março e abril do próximo ano deveremos lançar o edital da quinta edição do prêmio”, disse.
Este ano o evento de premiação inaugurará o Les Artistes Café Teatro, um prédio histórico restaurado pela prefeitura. O espaço, com capacidade para umas 300 pessoas, servirá às várias categorias artísticas e eventos culturais. O espaço estará aberto para exposições, apresentações musicais, lançamentos de livros, workshops entre outros.
Durante a premiação também acontecerá o lançamento da 2ª edição, ilustrada, revisada e ampliada de “A Catedral Meotropolitana de Manaus”, de Mário Ypiranga Monteiro. O livro conta a história de uma das edificações mais importantes da cidade, a Catedral, com comentários do arcebispo de Manaus, dom Luiz Soares Vieira, e ilustrações de Moacyr Andrade.
Amazonenses premiados
Ao todo, o Prêmios Literários contemplou obras em 17 categorias, sendo quatro delas exclusivas para livros de autores locais, muito embora os amazonenses tenham ganho em sete outras categorias concorrendo com trabalhos de autores nacionais.
O vencedor do Prêmio Álvaro Maia (Romance ou Novela – categoria regional) foi Edilson Ferreira de Souza com “O Vaticínio, Promessa de Amor e Tragédia”.
No Prêmio Violeta Branca Menescal (Poesia), ganhou João Cândido Rodrigues, com “Flores para enfeitar o chão da manhã”, enquanto na categoria regional, Luiz Daniel Valente da Silva foi o vencedor com “Barco de Papel”.
O Prêmio Samuel Benchimol (Ensaio Socioeconômico) foi ganho por Evandro Brandão Barbosa, com “Educação e Desafios Amazônicos”.
Alvatir Carolino da Silva, com “Festa dá trabalho: as múltiplas dimensões do trabalho na organização e produção de grupos folclóricos da cidade de Manaus”, levou o Prêmio Mário Ypiranga Monteiro (Tradições Populares/Folclore) e na categoria regional Marilina Conceição Oliveira Bessa Serra Pinto venceu com “A cobra e a água nas tradições populares”.
Mais uma vez o historiador Aguinaldo Nascimento Figueiredo teve um livro entre os vencedores (ele já havia sido escolhido, em 2007, com a história do bairro de Santa Luzia, no concurso “História dos Bairros”). Agora Aguinaldo levou o Prêmio Arthur Reis (Ensaio Histórico), com “Os Samurais das Selvas: a presença japonesa no Amazonas”.
Com “O Norte Impossível – ficção, memória e identidade em narrativas de Milton Hatoum”, Victor Leandro da Silva conquistou o Prêmio Luiz Ruas (Ensaio sobre Literatura/Letras).
Gustavo Sorans Gonçalves, com “Território Imaginado – imagens da Amazônia no cinema” granjeou o Prêmio Cosme Alves Neto (Ensaio sobre Cinema) e Cristiane Naiara Araújo de Souza levou o Prêmio Clóvis Barbosa (texto de Jornalismo Literário), com “Sirrose nas Entrelinhas”.
Fechando a lista de amazonenses ganhadores, Priscila de Oliveira Pinto Maciel, com “Bichos da Amazônia”, vai receber o Prêmio Alfredo Fernandes (Literatura Infantil), na categoria regional.
Todas as obras contempladas têm tiragem de 1.000 exemplares cada e serão distribuídas para as bibliotecas das escolas públicas municipais, estando disponibilizadas na internet.







