A declaração foi feita por Ciro quando participava de sabatina na Folha de S.Paulo. “A eleição do Severino foi tentativa de golpe. Era para ele receber o pedido do impeachment de Lula. Mas Severino aderiu ao Lula”, disse Ciro na sabatina.
Para Ciro, a tentativa da oposição de convocar filhos do presidente Lula para depor nas CPIs dos “Bingos e do Mensalão” também fazia parte desse golpe para derrubar o presidente.
Severino, que presidiu a Casa em 2005, renunciou para evitar uma cassação pelo envolvimento com o caso do “Mensalinho”. Conforme a denúncia, entre 2002 e 2003, Severino cobrou R$ 137,5 mil do empresário Sebastião Buani em troca de manter autorização para explorar um restaurante na Casa. Em 21 de setembro de 2005, renunciou à presidência da Câmara e ao mandato para escapar de processo de cassação e manter os direitos políticos.
Ciro disse que a oposição só percebeu que Severino “não era uma Brastemp” quando ele aderiu ao governo Lula. “Severino aderiu e perceberam que ele não era uma Brastemp”.
Ele afirmou ainda que a forma como Severino foi recibo na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) foi pitoresca. Na época, Severino fazia campanha contra uma medida provisória que elevava impostos para prestadores de serviços.
América
Latina
Perguntado sobre o papel do Brasil na América Latina, o deputado afirmou que o país está fazendo um “avançado esforço” e mostrando “uma certa generosidade” nas recentes questões com a Bolívia e, agora, com o Paraguai, no que se refere ao Tratado de Itaipu.
O deputado afirmou que o Brasil teve uma presença estabilizadora nas recentes questões diplomáticas na região, baseado nos princípios de “não-intervenção, autodeterminação dos povos e de solução pacífica dos conflitos”.
Ainda na América do Sul, Ciro foi perguntado sobre a guerrilha colombiana das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). “Para mim, as Farc perderam a noção há muito tempo”, afirmou o parlamentar.
Já a respeito do presidente da Venezuela, Ciro afirmou que “Hugo Chávez é um produto da Venezuela, para o bem e para o mal”.
“Chávez é uma pessoa decente, é comprometido com o povo de seu país. Agora, a falta de conteúdo estratégico e a intromissão externa geram isso”.
Ciro comentou também a tensão na reserva indígena Raposa/Serra do Sol, no norte de Roraima. “Temos uma chaga na nossa história social”, disse, referindo-se ao “genocídio” das populações nativas.
Ele afirmou, no entanto, que é contra a demarcação contínua.







