Em mais um sinal de desconfiança quanto ao sucesso do segundo pacote de resgate à Grécia, aprovado na madrugada de ontem, a agência de classificação de risco Fitch reduziu ontem a nota da Grécia de “CCC” para “C” e declarou que um calote do país “é altamente provável no curto prazo”.
Essas notas servem de parâmetros para investidores.
Quanto piores, maior o risco para investir e maior o juro pago pelo país na hora de conseguir empréstimos.
A decisão da agência veio após a União Europeia concordar em emprestar ao país 130 bilhões de euros (cerca de R$ 293 bilhões) para evitar que o governo grego desse calote em sua dívida.
O dinheiro, porém, é visto como insuficiente por muitos e apenas um paliativo.
Continuam os riscos de um calote e de saída do país da zona do euro.
Hoje, o governo da Grécia anunciou que, devido à recessão em 2011 ter sido maior que o previsto, o deficit público (resultado das receitas menos despesas) em 2012 deve chegar a 6,7% do PIB, e não a 5,4%, como esperavam.
O Parlamento grego deve votar hoje leis que regulam medidas de austeridade e autorizam o acordo com os credores do setor privado, condições para que o empréstimo seja liberado.
Ontem, enquanto os parlamentares discutiam os projetos, novos protestos foram convocados contra o pacote de austeridade que terá que ser implementado.
Desta vez, não houve conflito entre manifestantes e a polícia.
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Outra probabilidade que cresce é a de uma recessão na zona do euro.
Divulgado ontem, o PMI da região caiu para 49,7 em fevereiro, após registrar 50,4 no mês passado.
O índice tenta prever o desempenho do setor industrial.






