Projeto marca busca por avanço logístico

Em: 23 de fevereiro de 2012
Entidades buscam alternativas em relação aos entraves logísticos com representantes de 19 países da América Latina
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Entidades buscam alternativas em relação aos entraves logísticos com representantes de 19 países da América Latina

A aprovação do projeto da ‘Transpo Amazônia’ (Feira e Congresso de Transporte e Logística) pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), em reunião na última sexta-feira, 17, foi recebida como um avanço na busca de soluções para problemas históricos de infraestrutura de transporte e de logística no Amazonas.
O objetivo, de acordo com a Setcam (Sindicato das Empresas de Agenciamento de Cargas, Logística e Transportes Aéreos e Rodoviários do Amazonas) e a Fetramaz (Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia) que apresentaram o projeto ao superintendente da autarquia, Thomaz Nogueira, é realizar um evento internacional -o primeiro desse tipo no estado-, que reúna representantes de pelo menos 19 países da América Latina para discutir alternativas em relação aos entraves logísticos e realizar negócios no âmbito do transporte regional.
“É sabido que a infraestrutura, especialmente a de logística, é o maior entrave para o desenvolvimento da região. Além disso, temos apenas dois portos e um aeroporto, o que torna os custos muito maiores do que em outras partes do país. Por isso, uma ocasião que reúna indústrias, entidades de classe, representantes de outros países e o governo é sem dúvida um passo importante”, destacou o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado Amazonas), Wilson Périco.
O primeiro-secretário do Setcam, Raimundo Augusto Neto, apontou o excesso de burocracia como um dos principais problemas estruturais do Estado. “É um excesso que resulta da própria excepcionalidade do modelo Zona Franca de Manaus. Os modais trabalham ‘full time’ enquanto que a parte de despachos funciona em um ritmo mais lento”, explica.
Ele acrescenta que a infraestrutura de transporte também precisa ser revista o mais breve possível. “Os empresários instalados no PIM tentam a todo custo diminuir esse tempo de escoamento de produção, mas ele continua sendo extenso. Acreditamos que agora falta boa vontade do governo para resolver os problemas ‘físicos’ de portos, aeroportos e estradas”, defendeu.
O consultor de empresas japonesas do PIM e ex-presidente da Câmara de Comércio Nipo-brasileira, Teruaki Yamagishi concorda que diminuir esse tempo é essencial.
“Hoje demora no mínimo duas semanas para uma mercadoria sair daqui e chegar de balsa até Belém e de lá partir de caminhão até São Paulo, que é de onde ocorre a distribuição para o resto do país. Precisamos diminuir esse tempo”, cobra ele.
Aumentar frotas de caminhões e navios, melhorar rodovias, insistir em projetos de ferrovias e hidrovias são algumas das soluções apontadas pelo consultor.
No caso dos despachos aduaneiros, Yamagishi ressalta a importância de mão de obra para as alfândegas. “Falta inspetor nas alfândegas. Sem passar por esse gargalo da mão de obra, não podemos nem iniciar as discussões”, criticou.

O encontro

O encontro reuniu o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, o primeiro-secretário do Setcam, Raimundo Augusto Neto e o presidente da Fetramaz, Irani Bertolini que apresentou o projeto na ocasião.
Em nota, Thomaz Nogueira defendeu que investir na busca de alternativas é o caminho para solucionar os entraves logísticos da região. “A discussão do tema em um evento, com interlocutores qualificados, é fundamental, além de movimentar a economia”, encerrou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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