Com um investimento de R$ 8 milhões para as duas etapas anuais de vacinação contra a febre aftosa, a segunda etapa da campanha de vacinação de 2007 foi lançada na última semana no município de Parintins. O objetivo é vacinar 100% das 1.436.080 cabeças de gado do Estado, e receber do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) o selo de área livre da febre aftosa até o ano de 2009.
Para alcançar a meta, o Amazonas está subsidiando a vacina, que custa R$ 1,50, de acordo com o titular da Sepror (Secretaria de Produção Rural do Estado), Eron Bezerra. “Somos o primeiro Estado a tomar essa atitude, pois repassaremos a vacina ao preço simbólico de R$ 0,60. Além disso, somos os únicos a ir a campo para auxiliar o produtor”, afirmou.
Segundo Bezerra, a medida tem importância não apenas de ordem sanitária, mas também de ordem econômica, e não somente para o Amazonas, mas para todo o Brasil. “Somente no ano passado, as exportações de carne do país somaram R$ 12 bilhões. Se houver um foco da febre aqui, no Paraná, ou em qualquer outro lugar da Federação, o Brasil todo ficará com dificuldade de comercializar sua carne”, afirmou.
Exigências sanitárias
O secretário explicou que para as autoridades sanitárias mundiais, não interessa se Parintins não tem contato com o Rio Grande do Sul ou Mato Grosso, bloqueando todo o rebanho nacional em caso de um problema interno. “Estamos fazendo nossa parte para que o produtor local exporte carne para o mundo inteiro quando quiser”, comentou o secretário.
O Amazonas tem atualmente cerca de 1,5 milhão de cabeças de gado. O município com a maior quantidade de reses é Boca do Acre, seguido de Parintins e Apuí. O último caso de febre aftosa registrado no Estado foi em setembro de 2004, no município do Careiro da Várzea, quando somente 60% do rebanho havia sido vacinado. No ano passado, 99,7% dos bovinos e bubalinos amazonenses receberam a vacina.
“O Estado é uma área de risco desconhecida. O Mapa ainda não atendeu nossa reivindicação, pois exigiu que tomássemos medidas como as de agora, como o cadastramento de todo o rebanho, o georreferenciamento (estabelecimento da localização das propriedades através de GPS, ou Sistema de Posicionamento Global), e sorologia dos animais (uma espécie de diagnóstico, que indica se o animal está doente e se recebeu a vacina)”, afirmou Bezerra.
Proximidade com o Pará
Entre as preocupações do secretário quanto à situação do rebanho estadual, está a proximidade do rebanho da parte oeste do Pará, considerada uma área de risco. “Fizemos reunião durante a Expoagro (Exposição Agropecuária do Amazonas) com todos os secretários do Norte porque temos a compreensão de que não adianta agir isoladamente”, assinalou Eron Bezerra. “É preciso um comum acordo, mas ressaltamos que vamos intensificar nossas barreiras sanitárias”, completou.







