Combate a febre aftosa tem aporte de R$ 8 mi

Em: 2 de novembro de 2007
Segunda etapa da campanha anual no Estado foi lançada em Parintins. A projeção é imunizar 100% do gado amazonense e receber do Mapa o selo de área livre da doença.
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Segunda etapa da campanha anual no Estado foi lançada em Parintins. A projeção é imunizar 100% do gado amazonense e receber do Mapa o selo de área livre da doença.

Com um investimento de R$ 8 milhões para as duas etapas anuais de vacinação contra a febre aftosa, a segunda etapa da campanha de vacinação de 2007 foi lançada na última semana no município de Parintins. O objetivo é vacinar 100% das 1.436.080 cabeças de gado do Estado, e receber do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) o selo de área livre da febre aftosa até o ano de 2009.

Para alcançar a meta, o Amazonas está subsidiando a vacina, que custa R$ 1,50, de acordo com o titular da Sepror (Secretaria de Produção Rural do Estado), Eron Bezerra. “Somos o primeiro Estado a tomar essa atitude, pois repassaremos a vacina ao preço simbólico de R$ 0,60. Além disso, somos os únicos a ir a campo para auxiliar o produtor”, afirmou.

Segundo Bezerra, a medida tem importância não apenas de ordem sanitária, mas também de ordem econômica, e não somente para o Amazonas, mas para todo o Brasil. “Somente no ano passado, as exportações de carne do país somaram R$ 12 bilhões. Se houver um foco da febre aqui, no Paraná, ou em qualquer outro lugar da Federação, o Brasil todo ficará com dificuldade de comercializar sua carne”, afirmou.

Exigências sanitárias

O secretário explicou que para as autoridades sanitárias mundiais, não interessa se Parintins não tem contato com o Rio Grande do Sul ou Mato Grosso, bloqueando todo o rebanho nacional em caso de um problema interno. “Estamos fazendo nossa parte para que o produtor local exporte carne para o mundo inteiro quando quiser”, comentou o secretário.

O Amazonas tem atualmente cerca de 1,5 milhão de cabeças de gado. O município com a maior quantidade de reses é Boca do Acre, seguido de Parintins e Apuí. O último caso de febre aftosa registrado no Estado foi em setembro de 2004, no município do Careiro da Várzea, quando somente 60% do rebanho havia sido vacinado. No ano passado, 99,7% dos bovinos e bubalinos amazonenses receberam a vacina.

“O Estado é uma área de risco desconhecida. O Mapa ainda não atendeu nossa reivindicação, pois exigiu que tomássemos medidas como as de agora, como o cadastramento de todo o rebanho, o georreferenciamento (estabelecimento da localização das propriedades através de GPS, ou Sistema de Posicionamento Global), e sorologia dos animais (uma espécie de diagnóstico, que indica se o animal está doente e se recebeu a vacina)”, afirmou Bezerra.

Proximidade com o Pará

Entre as preocupações do secretário quanto à situação do rebanho estadual, está a proximidade do rebanho da parte oeste do Pará, considerada uma área de risco. “Fizemos reunião durante a Expoagro (Exposição Agropecuária do Amazonas) com todos os secretários do Norte porque temos a compreensão de que não adianta agir isoladamente”, assinalou Eron Bezerra. “É preciso um comum acordo, mas ressaltamos que vamos intensificar nossas barreiras sanitárias”, completou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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