Comércio amazonense voltou a cair

Em: 15 de agosto de 2014
DADOS DO IBGE APONTAM QUEDA DE 1,4% NO COMÉRCIO VAREJISTA DO AMAZONAS
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DADOS DO IBGE APONTAM QUEDA DE 1,4% NO COMÉRCIO VAREJISTA DO AMAZONAS

Em junho, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista do Amazonas registrou variação negativa de -1,4% para o volume de vendas e positiva de 3,4% referente a receita nominal. O volume de vendas voltou a ser negativo depois do crescimento de 5,8% apresentado em maio. Porém, a receita nominal de vendas ainda se mantém positiva, embora bem abaixo do crescimento do mês anterior de 11%, de acordo com informações do IBGE/Amazonas.
Segundo o Instituto, o acumulado do volume de vendas no ano estava em 1,7%, e nos últimos doze meses foi de 4,3%. No primeiro semestre de 2014, houve três meses de crescimento (janeiro, fevereiro e maio) e três meses de queda (março, abril e junho).
“O ano que começou com um acumulado de 6,9%; em junho chegou a 1,7%. Mostrando assim a instabilidade nas vendas do comércio local, que dependerá nos próximos meses dos feriados comemorativos (ocorrências sazonais) para alavancar suas vendas, uma vez que o consumidor neste ano parece não está disposto ou disponível para consumos extras”, disse Adjalma Nogueira, disseminador de informações do IBGE
De acordo com Nogueira, a variação da receita nominal do comércio amazonense teve em junho um crescimento de 3,4%. E o seu acumulado no ano foi de 6,6%, bem acima da inflação acumulada no período de 3,75% (IPCA). “Mas aqui é importante lembrar que este cálculo não sofre ajuste sazonal (influência da inflação)”, explica.
O Comércio Varejista Ampliado (varejo e as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção) recuou drasticamente (-2%), depois de um ótimo desempenho no mês anterior (11%). O que fez o acumulado do ano cair para 2,7% e nos últimos doze meses chegar a 4,8%. “Este fraco desempenho do comércio ampliado foi fruto de impactos negativos nas vendas de veículos e material de construção. Que, como já é sabido pelo mercado, foram dois produtos que sofreram retração nas vendas nos últimos meses”, disse o disseminador.
Com isso, a receita nominal do comércio varejista ampliado teve crescimento de apenas 2,4% em junho. Totalmente diferente dos 14,5% registrados no mês anterior. Fazendo com que o acumulado da receita de venda do comércio ampliado no ano fosse de 7,3%. Mas este indicador não sofre no seu cálculo a influência da inflação.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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