Comércio busca desburocratização

Em: 30 de outubro de 2014
Entidades comerciais acreditam nos reeleitos para diminuir impostos e burocratização
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Entidades comerciais acreditam nos reeleitos para diminuir impostos e burocratização

A criação de novos postos de trabalho e a chegada de novas empresas ao Amazonas são algumas das expectativas das entidades e lideranças empresariais do Amazonas após as eleições. Fecomércio-Am (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas), CDLM (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus) e ACA (Associação Comercial do Amazonas) redobram as cobranças para fortalecer o comércio, através da redução de impostos e desburocratização de processos, demandas que há tempos estão pautadas e que serão novamente reencaminhadas à Brasília e ao governo amazonense.
De acordo com o presidente da CDLM Ralph Assayag, a burocracia é apontada como fator que inibe a criação de novas vagas de emprego no comércio. Ele explica, que a desburocratização no país é uma grande necessidade. “Quem cria os empregos somos nós, mas precisamos de menos intervenção do Estado. Nos deixem trabalhar e teremos mais empregos”, resume Assayag. De acordo com o presidente, para o fim do ano já são previstas três mil novas vagas de emprego em dois shoppings que irão abrir. “Sem a burocracia, muitas outras empresas virão e com elas, mais postos de trabalho”, fecha.
A proximidade do governador reeleito com as entidades de classe, pode ser um fator facilitador de diálogo e fazer com que as demandas do comércio sejam atendidas com mais celeridade, acredita o presidente da ACA. Ismael Bicharra. “Tudo indica que teremos continuidade nos trabalhos feitos até agora. Uma de nossas propostas foi a criação de um fórum de discussões que englobará o comércio e as secretarias estaduais de Fazenda e Planejamento. Isso faz parte dos planos de desburocratização, estudando as medidas a serem tomadas ainda na teoria para implantá-las com sucesso, mas com os comerciantes sendo ouvidos”, conclui.
Sobre a economia amazonense e a reeleição de José Melo (PROS), o presidente da Fecomércio-Am José Roberto Tadros acredita que haverá mais empenho da classe política e novos rumos para a ZFM (Zona Franca de Manaus). “A luta não pode parar no pós-prorrogação. Temos que continuar e temos palavras do governador quanto a isso. Mas creio que deva haver alternativas além do PIM. A modernização é necessária e estamos na expectativa”, resume.

Afinados com Brasília
A revisão das políticas econômicas que até então vinham sendo adotadas, é um dos pontos de convergência de ideias de todos os envolvidos no comércio do Estado. Segundo Tadros, a política exercida sempre foi criticada pelas entidades, sendo as opiniões de conhecimento dos governantes. “Já havíamos detectado a imobilidade da economia, emperrada com a alta carga tributária e excessiva burocracia. Este excesso de regulamentação do governo não cria liberdades e dificulta o progresso empresarial”, afirma.
De pontos positivos na reeleição da presidente Dilma Rousseff, Tadros cita o aceno à continuidade dos planos sociais. “Estes podem acabar com os bolsões de pobreza, redistribuem a renda e estimulam o consumo. Assim teremos melhores salários e um comércio mais vivo”, disse.
Reconhecendo que ainda é cedo para ter uma definição dos planos do governo federal, Bicharra acredita na continuidade, mas com renovação e avanço. “Nos últimos momentos de campanha eleitoral, vimos que a presidente sinalizou com mudanças, muito disso depois de ver a força da oposição. Agora o governo federal percebeu que precisa de uma visão mais holística, que precisa dar mais satisfação à sociedade,” conclui o presidente da ACA.
Para Assayag, o receio dos empresários e investidores ainda é visível, mas a esperança de que isso se dissipe existe. “O trabalho na esfera federal está sendo feito para reduzir impostos e intervenções e virão as mudanças nos ministérios. Acreditamos em uma maior interlocução do governo com o setor,” fecha.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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