A Copa que chegou junto com o verão amazônico e com vários ‘feriados’ será motivo de comemoração para o comércio, que aposta as fichas na grande chegada de visitantes a cidade. No Centro da cidade, praças de alimentação e na zona Leste, onde se localiza o ‘Public Viewing’ (transmissão pública de jogos da Seleção) a venda de marcas diferentes das ‘oficiais’ tem representado movimentação no comércio. Distribuidoras, bares e ambulantes garantem o abastecimento de bebidas para os torcedores que vão as ruas ou que preferem ficar no conforto de casa.
Uma pesquisa realizada pela consultoria Nielsen Sport Track, especializada em levantamentos sobre a influência do esporte no mundo dos negócios estima que o brasileiro deva consumir quase R$ 2 bilhões em cervejas e refrigerantes, durante o mês de junho e julho por conta da Copa do Mundo de 2014.
Em Manaus as distribuidoras de bebidas parecem acompanhar, ainda discretamente, os números nacionais. Proprietário de uma distribuidora próxima a Arena da Amazônia, Antônio Ângelo Ribeiro, comemora o crescimento de 20% nas vendas. “Abastecemos os comércios da área e estamos próximos da Arena e da rua da Copa, o que garante boas vendas. Outro aspecto que justifica os números é que trabalhamos com marcas não oficiais e além das bebidas, crescemos 40% na venda de gelo. Até o final da Copa esperamos ter mais de 40% em crescimento”, explicou Ribeiro.
Catadores comemoram
Atuando no Centro da cidade, os catadores de garrafas PET e latas de alumínio têm tido trabalho redobrado nos dias de jogos. A Cooperativa de Catadores Aliança, que tem 18 cooperados trabalhando durante o campeonato, tem sentido o peso da venda de bebidas nos carrinhos de coleta, conta a presidente da cooperativa, Alcinéia Isidoro. “Fechamos o ciclo iniciado na indústria e ainda ajudamos a manter a cidade limpa. O volume de resíduos gerado pelo comércio de bebidas representará no fim da Copa um acréscimo de até R$ 200 reais no salário dos catadores” contou.
Catadores
Diferente do que foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no início do mês, a produção de bebidas, que segundo o Instituto, foi aquecida com a Copa do Mundo, não teve números elevados no Amazonas. Os números nacionais referentes aos quatro primeiros meses de 2014 apresentaram crescimento de 3,6% (bebidas alcoólicas) e 0,3% (não alcoólicas). Apesar do grande movimento de compra e venda, que pode facilmente ser visto nos bares da capital, a indústria não precisou de grandes esforços para o campeonato. A produção se manteve dentro das expectativas mesmo com o ano atípico, com Manaus sediando jogos da Copa e eventos como o Festival de Parintins.
Indústria morna
Os incrementos para a indústria de bebidas que viriam com a Copa, não se fizeram necessários no Amazonas. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral de Manaus, Antonio Carlos da Silva, não houve contratações a mais e o estocado será o suficiente para o período. “Houve um pequeno crescimento na produção de bebidas alcóolicas e algo bem baixo para as não alcóolicas. O maior movimento fica mesmo no consumidor final. É no comércio que vemos os maiores volumes”, disse o presidente.







