Comércio do Dia das Mães deve expandir 7% mesmo com greve de auditores

Em: 1 de abril de 2008
Segundo a direção da FCDL-AM , a greve dos auditores fiscais da Receita não deve prejudicar o desempenho do comércio no mês de maio se a greve parar dentro de dez dias.
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Segundo a direção da FCDL-AM , a greve dos auditores fiscais da Receita não deve prejudicar o desempenho do comércio no mês de maio se a greve parar dentro de dez dias.

O setor comercial do Amazonas estima incremento de 7% no volume de vendas a serem realizadas no período de 5 a 11 de maio (semana do Dia das Mães) em comparação a mesma data do ano passado. Portanto, apesar do que se supunha, a paralisação dos auditores da Receita Federal, que teve início dia 18 de março, não deve prejudicar o desempenho do comércio no mês de maio, conforme dirigentes do segmento.
“O não comprometimento da atividade comercial é decorrente da passagem da carga pelo canal verde”, informou o presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag. O processo caracteriza-se somente pela análise e conferência documental nos portos e aeroportos, o que garante a agilidade no despacho do produto.
Questões
preocupantes

Segundo o executivo, existem porém duas questões preocupantes para a categoria. “Caso alterem o procedimento de fiscalização, aí sim poderemos começar a ter problemas no abastecimento”, comentou. Outro ponto considerado sensível por Assayag é o possível aumento na chegada de produtos, promovendo o acúmulo de mercadorias nos postos alfandegários locais.
Mas, ainda há chances do consumidor sair perdendo com paralisação dos fiscais. O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), José Azevedo, explicou que as despesas da indústria com a estocagem podem ser repassadas para os comerciantes. “É uma reação em cadeia. Com os insumos retidos, acaba zerando a produção e agregando este custo às mercadorias”, disse. Outro problema possível é o número suficiente de produtos para atender a demanda do período.
De acordo com Azevedo, o segmento industrial é no momento o principal prejudicado pela greve dos auditores federais. “O comércio sofre por conseqüência, ou seja, quando a indústria está impossibilitada de abastecer o mercado, situação que ainda não está acontecendo”, comentou.
O presidente da ACA ressaltou que a expectativa em relação ao Dia das Mães (a segunda melhor data para o comércio, depois do Natal) é ótima devido ao bom momento da economia do país.
O presidente da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), Ezra Azury Benzion, informou que a instituição está promovendo um levantamento sobre o impacto da greve para o comércio.

Eletros alerta sobre perdas

As informações preliminares apontam que as lojas conseguem reverter a situação e minimizar as perdas, caso a greve termine dentro de 10 dias, uma vez que ainda estamos a 40 dias do Dia das Mães, declarou. Segundo Benzion, até o momento o comércio não sofre danos e as prateleiras permanecem abastecidas.
A Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) confirmou que a greve dos auditores da Receita Federal ameaça prejudicar a oferta de produtos eletroeletrônicos para o Dia das Mães. A instituição divulgou que a entrada de componentes importados já foi paralisada, afetando a fabricação dos produtos. Além disso, a importação de produtos acabados também foi prejudicada.
O presidente da Eletros, Lourival Kiçula, alertou sobre possíveis prejuízos. “A indústria eletroeletrônica de consumo poderá perder volume expressivo de negócios no Dia das Mães, em função desta greve, que afeta os serviços públicos, tem forte impacto nas empresas e trará conseqüências negativas inclusive para os consumidores”, disse.
O dirigente destacou que a regularização no ingresso de mercadorias deve demorar, devido ao acúmulo de produtos para serem despachados nos portos e aeroportos

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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