Comércio, serviços e construção na liderança

Em: 17 de novembro de 2009
Os setores de serviços, comércio e construção civil influenciaram positivamente as estatísticas do Caged (Cadastro de Empregados e Desempregado), que fechou o mês de outubro com variação de 1,34% sobre setembro no Amazonas.
Os setores de serviços, comércio e construção civil influenciaram positivamente as estatísticas do Caged (Cadastro de Empregados e Desempregado), que fechou o mês de outubro com variação de 1,34% sobre setembro no Amazonas.

Os setores de serviços, comércio e construção civil influenciaram positivamente as estatísticas do Caged (Cadastro de Empregados e Desempregado), que fechou o mês de outubro com variação de 1,34% sobre setembro no Amazonas. Os números foram divulgados ontem pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e mostram que em todo o Estado 17.969 pessoas conseguiram emprego com carteira assinada, contra 13.271 demitidos, computando acréscimo 4.698 trabalhadores ao mercado.
Somente o comércio varejista e atacadista contratou 538 pessoas em outubro, frente aos 63 empregados de setembro, resultando em crescimento de 836,5%. O superintendente regional do trabalho e emprego, Dermilson Chagas, avaliou a elevação no índice de trabalhados do setor como normal para o período. O gestor da superintendência afirmou que são esperados pelo menos 400 admissões no comércio varejista em novembro.
Enquanto o comércio apresenta resultados animadores, a construção civil cresce a passos lentos, como disse Chagas. “A diferença no saldo dos trabalhadores da construção civil nos meses de outubro e setembro foi baixa, cerca de 12%, porém deveria ser bem maior caso a mão-de-obra local fosse utilizada”, ressaltou o superintendente sobre a quantidade de trabalhadores oriundos de outros Estados, alguns até “sem qualificação adequada”, segundo ele.
O diretor sindical de saúde do Sintracomec/AM (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil do Amazonas), José Lima, rebateu o argumento do superintendente regional do trabalho e emprego. “Nós vistoriamos os canteiros de obras diariamente e não constatamos a existência de trabalhadores desqualificados de outros Estados”, destacou Lima. O sindicalista informou que atualmente para as funções de carpinteiro, pedreiro e assentador de cerâmica sobram vagas. “São justamente essas qualificações que as empresas não encontram aqui no Amazonas e acabam procurando fora do Estado, porque todos os profissionais amazonenses já estão empregados”, ponderou.
Há um ano o Sintracomec realiza uma ação de incentivo às empresas para que os trabalhadores sem qualificação específica do setor, como serventes, sejam aproveitados pela indústria da construção civil. “Ao invés de demitir o funcionário no final da obra, a construtora oferece um curso de assentador de cerâmica para um servente, por exemplo. Em 120 dias, ele é promovido, passando a ganhar, em média R$ 370, a mais”, exemplificou.
A superintendência prepara auditorias nas empresas integrantes do setor de construção civil amazonense para provar, segundo o gestor do órgão, a existência de contratações de pessoas desqualificadas de outros Estados. “Ainda não temos uma data definida, mas até o final do ano iremos a cada empresa fazer um levantamento do quadro funcional e da origem e qualificação dos trabalhadores, para tomarmos as providências cabíveis”, adiantou Chagas, sem esclarecer que providências seriam estas.

Indústria de transformação

A indústria de transformação teve retração de 38,04% em relação a diferença de trabalhadores empregados e desempregados nos meses de outubro e setembro. O setor engloba indústrias metalúrgicas, mecânicas, químicas e farmacêuticas, além de outras 17 empresas diferentes. Em outubro, foram contratados 4.436 e demitidos 3.166 empregados, restando um saldo de 1.270 trabalhadores que permaneceram no mercado naquele mês. Este saldo é 38,52% inferior ao volume de empregos de setembro.
Em termos absolutos o desempenho do Amazonas foi o segundo melhor de toda a série histórica do Caged para o período, menor apenas que o constatado em 2007, quando o saldo de empregos no Amazonas foi de 4.698.
“O Brasil é o único país do G-20 a gerar mais de 1 milhão de novos empregos em 2009 e a maior alavanca para sairmos daquela situação que atingiu o mundo [crise financeira internacional] foi o crescimento do salário, que vem registrando altas acima da inflação”, declarou o ministro do trabalho e emprego, Carlos Lupi.
Os Estados que mais geraram empregos em outubro e no acumulado do ano foram São Paulo, Minas Gerais e Paraná, com 399 mil, 115 mil, e 89 mil postos de trabalhos abertos em outubro, respectivamente.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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