O comércio varejista do Amazonas, registrou em janeiro queda de 1,0% em comparação ao mês anterior na série sazonal. Em relação ao mesmo mês de 2018, as vendas do comércio recuaram -3,1%. No acumulado dos 12 meses também houve uma retração de 4,4% para 3,4%. Na mesma comparação a receita nominal mostrou queda de -1,1%.
O comércio varejista ampliado, que inclui além do varejo as atividades de veículos, motos, partes e peças de material de construção, também registrou queda de -2,0% nas vendas frente a dezembro com 3,4%. Nessa mesma comparação em janeiro de 2018, houve uma avanço de 0,7%, registrando taxa positiva.
A receita nominal do comércio ampliado teve queda de -3.0% em janeiro. No acumulado do ano teve variação de 2,1%, em 12 meses, 9,2%.
A queda no mês de janeiro imprime o que já era esperado depois das festas de fim de ano. É o que avalia o supervisor de Disseminação e Informação do IBGE, Adjalma Nogueira. “Janeiro é um mês em que costumeiramente as pessoas estão endividadas por conta do período natalino. Outro vilão que trava o consumo é o orçamento engatilhado para os compromissos de pagamentos, IPVA, matrícula e material escolar. É necessário levar em consideração esses fatores”, salientou.
Segundo o IBGE, o fraco desempenho empurrou o Amazonas para a vigésima terceira posição nacional, liderado pelo estados de Amapá 7,9% e Tocantins -5,7%. Outros 17 estados tiveram o desempenho positivo.
Para Adjalma ainda é cedo emitir um diagnóstico de desempenho negativo para o setor. Historicamente janeiro não é considerado um mês de vendas. “Estamos falando do primeiro mês do ano. Ainda temos 11 meses pela frente. O segundo semestre é sempre mais movimentado. Temos datas alusivas”, frisou Adjalma destacando que o otimismo permanece e a tendência ao longo dos meses, é o registro de números melhores.
O consultor econômico da Fecomércio, José Fernando, confirma que a variação é normal para o início de ano e que janeiro e fevereiro são períodos difíceis para a atividade comercial. “A demanda é bem menor. São perspectivas menores de vendas. É um grande desafio para o comércio diminuir os efeitos dos períodos de sazonalidade”, disse o consultor, enfatizando que a partir de abril, como todos os anos, começa a demanda no comércio, com a Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Namorados, e assim segue, datas que levam os consumidores às compras.
Na série com ajuste sazonal o estado de Amapá 7,9%, Mato Grosso 5,6% e Santa Catarina 3,8% tiveram altas. Na mesma série, os destaques de retração foram observados nos estados de Tocantins -5,7%, Pernambuco -2,7% e Paraná -2,5%.
No comércio varejista ampliado, treze estados tiveram resultados positivos Santa Catarina 4,3%, Amapá 4,1% e São Paulo 3,1%, na mesma comparação tiveram quedas Tocantins -2,9%, Paraíba -2,4% e Paraná -2.2%.

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Frente a janeiro de 2018, a variação das vendas do comércio varejista nacional cresceu 1,9%, com resultados positivos em 13 das 27 unidades da federação, destacando-se: Espírito Santo (9,6%), Santa Catarina (8,4%) e Mato Grosso (7,6%). Por outro lado, 14 das 27 UFs estão em queda, com destaque para: Piauí (-6,9%), Tocantins (-5,0%) e Paraíba (-4,1%).
No comércio varejista ampliado, no confronto com janeiro de 2018, o aumento de 3,5%, foi acompanhado por 17 das 27 unidades da federação, com destaque, em termos de volume de vendas para: Espírito Santo (14,0%), Mato Grosso (8,2%) e Santa Catarina (7,1%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 10 das 27 UFs, com destaque para: Paraíba (-5,6%), Amapá (-3,9%) e Bahia (-3,4%)







