Competências – Pessoas que se movem pelo termômetro do interesse

Em: 8 de abril de 2008

Esta série de escritos contemplando aspectos comportamentais da vida psíquica tem sido evidenciado neste espaço, sob os olhos atentos do leitor, nosso fiel parceiro no caminho das letras. Nesta oportunidade estaremos discorrendo sobre as várias facetas do que se convenciona de “interesses” sob a ótica da ciência do comportamento. Os interesses advêm de situações, na maioria das vezes sem uma explicação plausível. O interesse é um traço comportamental que deve ser observado com critério e de forma acurada. Do ponto de vista cientifico o “interesse” é um comportamento natural do ser humano objetivando solver algum problema ou realizar alguma tarefa para si ou para outro. Para clarificar a mente do leitor, faremos uma analogia para aclarar o que conhecemos por vontade, sendo esta também uma característica psíquica do indivíduo atrelada a função cortical do cérebro na parte do lobo frontal, interagindo dinamicamente com a função institiva-emocional advinda do sistema límbico produz o interesse. Em outras palavras, o corpo se expressa para apresentar suas reivindicações fisiológicas. Maslow, com sua brilhante teoria piramidal, a chamou de necessidades e desejos que o ser humano apresenta no momento em que o corpo e a mente sinalizam sentimentos de fome, sede, frio, necessidade de reconhecimento, entre outras.

Mudança brusca de interesse interpretada como patologia
Um fato deve ser esclarecido. Não se deve confundir atitudes favoráveis com metas realizáveis. As duas situações são positivas, e, portanto, não trazem prejuízos, principalmente quando se recebe influencias benéficas vindo a integrar e formar laços parentais relevantes. O indivíduo expressa seus interesses que são compartilhados por traços culturais e de maturação, isto é, todos voltados para o alcance de objetivos anteriormente planejados ao longo da vida, embora pouco perceptíveis. Alguns interesses são manifestos depois de um estagio de amadurecimento. Oliveira lembra que a mudança de interesses muda de acordo com a idade podendo acontecer tais mudanças em escala menor, mas gradativa. Entretanto, é bom lembrar que mudança brusca de interesse poderá ser interpretada como patologia. Ora, o indivíduo desejava muito realizar um intento, alcançar uma demanda, a busca desenfreada por um sonho antigo, de repente, extemporaneamente muda sem que haja uma resposta adequada, isso é no mínimo estranho para o que se convenciona de “normalidade”.

Atitudes favoráveis à aprendizagem; lado bom do interesse
Nas diferentes idades a variação de interesses é produto de toda e qualquer forma de aprendizagem. As crianças contabilizam uma série de experiências quando interagem com os ambientes infanto-juvenis. Quer na escola, igreja, em casa, no grupo de amigos, os interesses podem ser aflorados positivamente. Geralmente as que apresentam habilidades físicas variadas tendem a aprender assuntos acadêmicos ou escolares com certa facilidade, embora isto não seja regra. A somatória de experiências acumuladas nesta fase da vida poderá contribuir para o desenvolvimento de interesses individuais.

O homem tem grande facilidade de adaptação à adversidade
Naturalmente que pessoas, grande parte das vezes, se dedicam a atividades cujo grau de interesse é a mola que os move. Não se está falando de interesses momentâneos como uma paixão avassaladora, que não pode ser concebida como interesses reais. O ser humano, ao contrário do que se sabe, tem grande facilidade de adaptação, podendo lidar com determinadas demandas, mesmo que não apresente habilidades suficientes para tal. Para um melhor entendimento podemos exemplificar a nomeação de alguém para um cargo de confiança da companhia, liderar uma equipe, aceitar um desafio de presidir uma empresa, mudar para outro Estado ou país, cuja língua seja muito diferente da origem ou dedicar tempo a atividades sociais que não lhe tragam ganhos monetários, entre outras. Tudo poderá ocorrer de acordo com seus interesses naquela fase da vida.
No caso d

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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