Na hora de comprar um carro novo através de parcelamento, o consumidor deve estar atento quanto à escolha entre o financiamento e o consórcio. Na primeira opção, o veículo pode sair pelo dobro do preço, mas com parcelas menores. Em contrapartida, quem decidir pelo consórcio deve avaliar a possibilidade de receber o bem somente no final do prazo de pagamento. Especialistas apontam a utilidade do carro como fundamental para decidir entre as opções.
Dos 200 carros comercializados todo mês na Solimões Veículos, representante da Volkswagen, a maioria, 75% (150 carros), é financiada. O consórcio responde por 15% (30 carros), e outros 15% são de outras formas de pagamento. Os juros do financiamento custam em média 1,35% ao mês, e o prazo de 60 meses é o mais utilizado.
No comparativo dos parcelamentos do Gol básico (motor 1.0, duas portas), em um período de 60 meses, as mensalidades do financiamento ficam em R$ 726. Na opção pelo consórcio, esse valor cai para R$ 527. No final, o carro sai por R$ 31.620 no consórcio (15% sobre o preço à vista), e R$ 43.560 no financiamento (58% sobre o preço à vista). O valor do veículo à vista é de R$ 27.490.
Opções de promoções
As informações são do gerente-geral da Solimões, Paulo Cunha. “Hoje os juros estão baixando, e temos feito promoções bastante atrativas. Há semanas em que os juros estão abaixo de 1% no financiamento, por exemplo”, observou o gerente. “As pessoas querem usufruir daquilo que estão pagando”, completou, enfatizando a opção por esse sistema.
Na Murano Veículos, representante da Fiat, o financiamento responde por cerca de 90% das vendas mensais. O consórcio responde por 7%, e as outras formas de pagamento pelos últimos 3% dos 300 carros comercializados por mês, segundo o gerente-geral Luciano Novellino.
No parcelamento do Palio básico (motor 1.0, duas portas), em um período de 60 meses, a mensalidade no financiamento fica em R$ 770; no consórcio, R$ 650. No final, o veículo sai por R$ 46,2 mil financiado (56% sobre o preço à vista) e R$ 39 mil no consórcio (31% sobre o preço à vista). No final das contas o carro custa R$ 29,590 à vista.
as de juros
A queda nas taxas de juros do financiamento, a não obrigatoriedade de dar um valor de entrada e a expansão do prazo de pagamento (até 84 vezes) têm ampliado a demanda por esse tipo de parcelamento na concessionária. “Com prestações fixas, a pessoa leva o bem imediatamente, o que é uma vantagem”, assinalou o executivo.
Apesar de representar a maioria das vendas nas concessionárias locais, o financiamento pressupõe juros mais elevados, principalmente ao considerar a taxa de inflação. As taxas atuais ficam entre 1% e 1,99% ao mês.
Considerando o prazo e os acréscimos, esse sistema de parcelamento acaba saindo caro nos prazos mais dilatados.
A vantagem surge para quem conseguir dar pelo menos 50% de entrada, quando a diferença para o consórcio passa a ser apenas no prazo de recebimento do veículo.
liação econômica
A avaliação é do economista, professor titular da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e presidente do Corecon-AM/ RR (Conselho Regional de Economia no Amazonas e Roraima), Martinho Azevedo. “As pessoas estão optando cada vez mais por um período de 60 meses.
Se você conversar com alguém que adquiriu um carro financiado com esse prazo, por exemplo, vai observar que se pagou aproximadamente o preço de dois carros”, afirmou.
Quanto à questão da finalidade e da necessidade do automóvel, o consumidor deve avaliar que adquirir um bem e deixá-lo na garagem a maior parte do tempo significa dinheiro parado (o carro deprecia em média 20% ao ano) que poderia ser aplicado em outras coisas, como imóveis ou ações.
No sistema de consórcio, a entrega do carro depende de sorteio e do lance (valor superior ao dos outros participantes do programa, em média equivalente a 20% do total). Há a hipótese, contudo, de ser o último a ser sorteado. Na even






