Compra de veículo exige cautela do consumidor

Em: 29 de dezembro de 2007
No comparativo dos parce­lamentos do Gol básico (motor 1.0, duas portas), em um período de 60 meses, as mensalidades do financiamento fi­­­cam em R$ 726
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No comparativo dos parce­lamentos do Gol básico (motor 1.0, duas portas), em um período de 60 meses, as mensalidades do financiamento fi­­­cam em R$ 726

Na hora de comprar um carro novo através de parcelamento, o consumidor deve estar atento quanto à escolha entre o financiamento e o consórcio. Na primeira opção, o veículo pode sair pelo dobro do preço, mas com parcelas menores. Em contrapartida, quem decidir pelo consórcio deve avaliar a possibilidade de receber o bem somente no final do prazo de pagamento. Especialistas apontam a utilidade do carro como fundamental para decidir entre as opções.

Dos 200 carros comercializados todo mês na Solimões Veí­­­culos, representante da Volks­­­wagen, a maioria, 75% (150 carros), é financiada. O con­­­sórcio responde por 15% (30 carros), e outros 15% são de outras formas de pagamento. Os juros do financiamento custam em média 1,35% ao mês, e o prazo de 60 meses é o mais utilizado.

No comparativo dos parce­lamentos do Gol básico (motor 1.0, duas portas), em um período de 60 meses, as mensalidades do financiamento fi­­­cam em R$ 726. Na opção pelo consórcio, esse valor cai para R$ 527. No final, o carro sai por R$ 31.620 no consórcio (15% sobre o preço à vista), e R$ 43.560 no financiamento (58% sobre o preço à vista). O valor do veículo à vista é de R$ 27.490.

Opções de promoções

As informações são do gerente-geral da Solimões, Paulo Cunha. “Hoje os juros estão baixando, e temos feito promoções bastante atrativas. Há semanas em que os juros estão abaixo de 1% no financiamento, por exemplo”, observou o gerente. “As pessoas querem usufruir daquilo que estão pagando”, completou, enfatizando a opção por esse sistema.

Na Murano Veículos, re­­­presentante da Fiat, o fi­­­nanciamento responde por cerca de 90% das vendas mensais.­ O consórcio responde por 7%, e as outras formas de pagamento pelos últimos 3% dos 300 carros comercializados por mês, segundo o gerente-geral Luciano Novellino.

No parcelamento do Pa­lio básico (motor 1.0, duas portas), em um período de 60 meses, a mensalidade no financiamento fica em R$ 770; no consórcio, R$ 650. No final, o veículo sai por R$ 46,2 mil financiado (56% sobre o preço à vista) e R$ 39 mil no consórcio (31% sobre o preço à vista). No final das contas o carro custa R$ 29,590 à vista.

as de juros

A queda nas taxas de ju­­­ros do financiamento, a não obrigatoriedade de dar um valor de entrada e a expansão do prazo de pagamento (até 84 vezes) têm ampliado a demanda por esse tipo de parcelamento na concessionária. “Com prestações fixas, a pessoa leva o bem imediatamente, o que é uma vantagem”, assinalou o executivo.

Apesar de representar a maioria das vendas nas concessionárias locais, o financiamento pressupõe juros mais elevados, principalmente ao considerar a taxa de inflação. As taxas atuais ficam entre 1% e 1,99% ao mês.

Considerando o prazo e os acréscimos, esse sistema de parcelamento acaba saindo caro nos prazos mais dilatados.

A vantagem surge para quem conseguir dar pelo menos 50% de entrada, quando a diferença para o consórcio passa a ser apenas no prazo de recebimento do veículo.

liação econômica

A avaliação é do economista, professor titular da Ufam (Universidade Fede­ral do Amazonas) e presidente do Corecon-AM/ RR (Conselho Regional de Economia no Amazonas­ e Roraima), Martinho Azevedo. “As pessoas estão optando cada vez mais por um período de 60 meses.

Se você conversar com alguém que adquiriu um carro financiado com esse prazo, por exemplo, vai observar que se pagou aproximadamente o preço de dois carros”, afirmou.

Quanto à questão da finalidade e da necessidade do automóvel, o consumidor deve avaliar que adquirir um bem e deixá-lo na garagem a maior parte do tempo significa dinheiro parado (o carro deprecia em média 20% ao ano) que poderia ser aplicado em outras coisas, como imóveis ou ações.

No sistema de consórcio, a entrega do carro depende de sorteio e do lance (valor superior ao dos outros participantes do programa, em média equivalente a 20% do total). Há a hipótese, contudo, de ser o último a ser sorteado. Na even

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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