Concessionárias esperam recuperação

Em: 3 de julho de 2014
Com queda em junho na venda de veículos, empresas apostam no IPI para atrair clientes
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Com queda em junho na venda de veículos, empresas apostam no IPI para atrair clientes

O anúncio da manutenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta semana, trouxe esperança de melhores índices ao comércio de veículos novos em Manaus, no segundo semestre. O mês de junho foi considerado por algumas concessionárias automotivas como o pior mês relativo às vendas. Mas, com o término da Copa do Mundo e a estabilidade dos preços, os vendedores apostam em bons resultados para o segmento.
Com a manutenção, a alíquota para carros com motor 1.0, que deveria voltar a 7%, vai permanecer na taxa de 3%; no caso de veículos que têm motor flex 2.0 a alíquota retornaria para 11%, mas será mantida em 9%. As tarifas foram prorrogadas até o mês de dezembro.
O gerente comercial da concessionária Mavel, representante da Volkswagen, Vannius de Castro Zille, afirma que nos meses de janeiro a junho deste ano mais de 15,3 mil carros foram emplacados. Enquanto no mesmo período do ano passado esse número chegou a mais de 16,2 mil. “Em Manaus houve uma queda de 5,5% nas vendas. Enquanto em âmbito nacional esse registro foi de 8,6%. Esses dados são relativos ao primeiro semestre. Junho foi o pior mês do ano”, enfatiza.
Segundo Zille, a realização dos jogos do mundial na capital amazonense contribuiu com a baixa demanda no segmento. Mas ele acredita que no segundo semestre a situação seja revertida. “Perdemos dias úteis porque precisamos paralisar as atividades nos dias dos jogos em Manaus e também nas partidas da seleção brasileira. Além disso, nesse período o consumidor não vem às lojas para comprar carros”, disse. “Normalmente os meses entre julho e dezembro apresentam melhores vendas. Acreditamos na recuperação desses números”, completou.
De acordo com o diretor da Divisão de Veículos do Grupo Simões, representante das marcas Fiat (Murano Veículos), Ford e Honda Automóveis, Marcus Vinícius de Almeida, a empresa registrou uma diminuição de 5% nas comercializações, em 2014, o que representa 850 unidades a menos emplacadas, em comparação ao primeiro semestre de 2013. Ele atribui o resultado negativo a fatores relacionados ao crédito pessoal. “O retorno gradual do IPI teve pouco impacto no preço final dos veículos. As vendas foram mais impactadas pelo maior rigor na concessão de crédito, ao aumento das taxas de juros e à queda da confiança do consumidor”.
Almeida acredita que a partir de julho as lojas deverão contabilizar saldos positivos, com crescimento estimado entre 3% a 5% em comparação ao mesmo período de 2013. “Isso representa cerca de 500 ou 600 carros a mais. No final do ano o mercado deve fechar estável com aproximadamente 35 mil unidades emplacadas de automóveis comerciais leves”, avaliou.
O gerente geral da concessionária Via Marconi, Luciano Novellino, explica que os primeiros meses de 2014 registraram uma queda de aproximadamente 4% nas adesões contratuais, em relação aos mesmos meses de 2013. Mas que a Copa não atrapalhou o processo das vendas. “Pensávamos que seria pior, mas o movimento foi normal. Esperamos recuperar essa diferença”, disse. “A manutenção do IPI garante a estabilidade dos preços e isso é importante para a nossa economia. A inflação tira o poder de compra do consumidor e se mantemos o preço ele não precisa pagar mais caro pelo produto”, salientou.

Cenário dos seminovos
O nível de comercialização dos veículos usados não foi muito diferente do relacionado ao carro zero. Na Logo Veículos as vendas foram afetadas antes e durante o período dos jogos mundiais. É o que afirma a gerente de vendas, Joelma Menezes. Ela conta que os bancos estão mais rígidos quanto a aprovação do crédito de um cliente. “Os bancos continuam segurando os cadastros. Passamos a ficha mas dificilmente o banco aprova. Temos muito trabalho para conseguir fechar uma venda”, reclama.
Já o consultor de vendas da Dodó Veículos, George Guedes, informou que o primeiro semestre foi considerado como bom no nível de vendas. Ele disse que desde o ano passado o estoque de carros novos foi zerado por conta da baixa procura. A empresa optou pela venda somente de veículos seminovos. “Tivemos boas vendas mas acredito que até o final do ano esse índice deve melhorar ainda mais”, frisou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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