Confiança da indústria cai e alcança o menor índice desde agosto de 2009

Em: 3 de outubro de 2011
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), caiu 1,6% de agosto para setembro, ao passar de 102,7 para 101,1 pontos
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), caiu 1,6% de agosto para setembro, ao passar de 102,7 para 101,1 pontos

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), caiu 1,6% de agosto para setembro, ao passar de 102,7 para 101,1 pontos. É a nona queda consecutiva e o menor índice desde agosto de 2009 (100,2). De acordo com os dados, o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,6%, para 99,2 pontos, e o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,6%, para 102,9 pontos,
Segundo a FGV, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) atingiu o menor patamar desde novembro de 2009 (82,9%) e ficou em 83,6% em setembro. Com o resultado, a média do terceiro trimestre de 2011 ficou em 83,8%, a menor desde o quarto trimestre de 2009 (83,1%).
Entre os componentes do IE, o emprego industrial atingiu o menor indicador desde junho de 2009 (98) e registrou 105,1 pontos. Das 1.241 empresas consultadas, 17,7% preveem aumentar o efetivo de mão de obra nos três meses seguintes (contra 22,6% em agosto), enquanto 12,6% pretendem diminuí-lo (contra 11,9% do mês anterior).
Já no ISA houve estabilidade nos itens que medem a satisfação com a situação dos negócios e o nível dos estoques, e queda no indicador do nível atual da demanda, que atingiu 102,3 pontos, o menor patamar desde setembro de 2009 (100,5). A proporção de empresas que consideram forte o nível atual de demanda diminuiu de 14,9% para 14%, enquanto a parcela das que o avaliam como fraco aumentou de 10,6% para 11,7%.

Desempenho

O processo de desindustrialização do País continua forte. É o que aponta a nova pesquisa do Indicador do Nível de Atividade, divulgada ontem pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.
Pelo levantamento, enquanto a produção paulista em agosto teve crescimento de 0,8% frente a julho, as vendas das fabricantes ganharam impulso bem maior, com expansão de 2,6% no mês. Os dados mostram que a comercialização no mercado interno se mantém aquecida, mas é impulsionada pela importação, apontam os especialistas.
No acumulado de janeiro a agosto, esse descompasso entre fabricação e venda é ainda maior: a primeira cresceu 2,6% e a segunda teve alta de 14,5%. Para o diretor adjunto do departamento de pesquisas econômicas da Fiesp, Walter Sacca, isso indica que o componente de produtos importados é maior do que havia no passado. “As indústrias estão se transformando em empresas comerciais e não tanto industriais”, assinala Júlio Gomes de Almeida, consultor econômico do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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