Confiança da indústria mantém queda

Em: 27 de setembro de 2013
Índice reflete a percepção dos empresários em relação à evolução de seus negócios
Índice reflete a percepção dos empresários em relação à evolução de seus negócios

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) caiu 1% de agosto para setembro, ao passar de 99 para 98 pontos. Essa foi a quarta queda seguida e a mais baixa pontuação desde julho de 2009 (95,7 pontos). Na apuração de agosto, o índice havia recuado em 0,6%.
A medição Sondagem da Indústria de Transformação é feita pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia ) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e reflete a percepção dos empresários em relação à economia do país e à evolução de seus negócios. Para esse cálculo, que considera os resultados trimestrais, foram feitas consultas com 1.246 representantes de empresas entre os últimos dias 2 e 23 de setembro.
Do total de entrevistados, 10% apontaram a atual demanda do mercado como forte, o que demonstra uma queda, em relação aos 13,9% da avaliação anterior. Também houve redução na parcela que considera o nível de demanda fraco, ao passar de 17% para 14,2%.
Entre os componentes que mais influenciaram a queda do ICI está a projeção sobre a contratação de pessoal. O percentual de empresas que pretendem aumentar o número de empregados recuou de 17% para 13,9%. Houve diminuição também na parcela que prevê cortes (de 12,4% para 11,7%). No entanto, o nível de utilização da capacidade instalada ficou praticamente estável em 84,2% ante 84,4%.
De acordo com dados divulgados pela FGV, o ISA (Índice da Situação Atual) caiu 0,6%, para 98,9 pontos. Já o IE (Índice de Expectativas ) perdeu 1,4%, para 97,1 pontos. “A permanência da confiança industrial em patamar historicamente baixo sinaliza ritmo de atividade ainda lento ao final do terceiro trimestre de 2013, considerando-se indicadores livres de influência sazonal”, avaliou a FGV em seu relatório.
O indicador que avalia o grau de satisfação com o nível de demanda total no momento foi o que mais contribuiu para a queda do ISA ao retornar ao nível de julho passado com 95,8 pontos, que era o menor desde julho de 2009 (94,1). A proporção de empresas avaliando o nível atual de demanda como forte caiu de 13,9% em agosto para 10,0% em setembro e a parcela de empresas que consideram o nível de demanda fraco caiu de 17,0% para 14,2%.
Em relação ao IE, o maior impacto negativo veio do Indicador de Emprego Previsto, que recuou pelo terceiro mês consecutivo, para 102,2 pontos, o menor patamar desde junho de 2009 (98,0). A proporção de empresas que preveem aumento no total de pessoal ocupado nos três meses seguintes recuou de 17,0% em agosto para 13,9% em setembro. A parcela das que preveem redução também diminuiu, ao passar de 12,4% para 11,7%. O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) estabilizou-se em 84,2% em setembro.
A indústria brasileira vem enfrentando uma gangorra neste ano. A queda de 2% da produção em julho ante o mês anterior levou a atividade econômica brasileira a iniciar o terceiro trimestre com contração de 0,33% em julho, de acordo com o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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