Confiança da indústria recua pela quinta vez seguida, aponta FGV

Em: 1 de junho de 2011
O ICI (Índice de Confiança da Indústria) recuou 1,2% entre abril e maio, para 109,9 pontos, de acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas).
O ICI (Índice de Confiança da Indústria) recuou 1,2% entre abril e maio, para 109,9 pontos, de acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) recuou 1,2% entre abril e maio, para 109,9 pontos, de acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas).
É a quinta queda consecutiva do indicador, que acumula perda de 4% no ano. O ICI de maio é também o menor desde novembro de 2009 (109,6 pontos).
O ISA (Índice da Situação Atual) caiu 1,7% e o IE (Índice de Expectativas) recuou 0,6%. O quesito que mede o grau de satisfação com o ambiente dos negócios voltou a cair em maio. A proporção de empresas que consideram a situação atual como boa passou de 33,2% para 32,2%, enquanto a parcela das que a avaliam como fraca foi de 9,2% para 10,4%.
O nível de utilização da capacidade instalada da indústria ficou estável em 84,4%.

Aumento de estoque

A indústria registrou um aumento no acúmulo de estoques em maio, de acordo com o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo. O indicador aumentou de 99,6 pontos, em abril, para 101,6 pontos, em maio, com 4,7% dos industriais apontando estoques excessivos e 3,1% os classificando como insuficientes. “Apesar dos porcentuais, houve um acúmulo de estoques que pode ser considerado relevante”, afirmou o coordenador.
Em sua avaliação, o maior acúmulo foi verificado entre os não-duráveis de consumo, categoria de uso relacionada à massa salarial e ao nível de demanda. Segundo Campelo, como a indústria alimentícia também faz parte dessa categoria, o aumento dos estoques pode estar relacionado à menor demanda externa. Isso pode ser visto no Indicador de Produção Prevista, pois, segundo o coordenador, a indústria de abate de animais teve forte queda nesse quesito.
A produção prevista da indústria de transformação caiu pelo quinto mês consecutivo e atingiu 126 pontos em maio, muito próximo da média histórica de 125,2 pontos. “Esse é um indicador que capta muito bem a produção física da indústria. Ele claramente sinaliza um segundo trimestre mais fraco que o primeiro”, afirmou.
De acordo com Campelo, toda vez que a indústria desacelera a produção prevista chega a nível próximo da média histórica. Isso ocorreu, segundo ele, no fim de 2008, durante a crise financeira mundial, e no início de 2010, período em que deixaram de valer os incentivos tributários lançados pelo governo para combater a crise.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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