O ICI (Índice de Confiança da Indústria), calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), indicou alta de 5,8% no otimismo do empresariado em março, ao passar de 114,7 para 121,4 pontos.
“O resultado mostra que, passado um período de acomodação, na virada do ano, a indústria volta a crescer no ritmo observado na maior parte do segundo semestre de 2007”, afirma a FGV.
A variação do índice sobre fevereiro superou a alta registrada em março do ano passado sobre fevereiro (5,1%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o ICI registrou variação de 4,5%, superior aos 3,7% apurados em fevereiro.
A alta deste mês quebra uma seqüência de quatro meses em que o índice vinha apresentando recuo, na mesma base de comparação.
Demanda
aquecida
Segundo a FGV, a demanda por produtos industriais mantém-se aquecida. A proporção de empresas que avaliam o nível atual de demanda como forte aumentou de 27%, em março de 2007, para 31%; a parcela das que o avaliam como fraco recuou de 10% para 7%.
Sobre as previsões para o emprego industrial, das 1.068 empresas consultadas, 37% prevêem aumento do contingente de mão-de-obra nos próximos três meses, e 16%, diminuição. Em março de 2007, estas parcelas haviam sido de 25% e 14%, respectivamente.
A FGV informou ainda que o Nuci (Nível de Utilização de Capacidade Instalada), indicador que mede o uso de máquinas e equipamentos das indústrias, atingiu 85,2% em março, após 84,7% em fevereiro. Na série mensal, trata-se do maior nível desde dezembro do ano passado, quando atingiu 86,7%. A coleta de dados para a edição de março foi feita entre os dias 3 e 26 deste mês.
Expansão
da economia
A indústria voltou a dar sinais de aquecimento em março e reacendeu a “luz amarela’’ quanto à sustentabilidade da expansão da economia brasileira. Segundo a FGV, o setor retomou os patamares de crescimento no segundo semestre de 2007, que apontam para a “insustentável’’ taxa de expansão de 6% ao ano.
Caso os sinais de aceleração da demanda se mantenham, existe a necessidade de “ajuste fino’’ para conter a expansão do consumo pelo Banco Central.







