Congresso Nacional vela o corpo de José Alencar

Em: 31 de março de 2011
As atividades no Congresso Nacional pararam, nesta quarta-feira, para velar o corpo do ex-vice-presidente da República, José Alencar acolhido pelo Palácio do Planalto, com a presença de familiares, autoridades e de outros cidadãos que admiravam o político
As atividades no Congresso Nacional pararam, nesta quarta-feira, para velar o corpo do ex-vice-presidente da República, José Alencar acolhido pelo Palácio do Planalto, com a presença de familiares, autoridades e de outros cidadãos que admiravam o político

As atividades no Congresso Nacional pararam, nesta quarta-feira, para velar o corpo do ex-vice-presidente da República, José Alencar acolhido pelo Palácio do Planalto, com a presença de familiares, autoridades e de outros cidadãos que admiravam o político e empresário mineiro. O corpo seguiu para Belo Horizonte, em seguida.
Trazido de São Paulo, o corpo chegou à Base Aérea de Brasília por volta das dez horas, onde era aguardado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, pelos presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Marco Maia, pelo o ministro Ayres Brito, que representou o Supremo Tribunal Federal, e pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Em seguida, o corpo foi conduzido num caminhão do Corpo de Bombeiros até o Palácio do Planalto.
A missa de corpo presente foi celebrada pelo núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, e pelo administrador apostólico da Arquidiocese de Brasília, dom Waldemar Passini Dalbello. Estavam presentes senadores, ministros e outras autoridades.
O homem que se rebelou no governo Lula (2003-2010) contra os juros altos começou sua vida empresarial pagando “aluguel de dinheiro”, mas sempre se preocupou em “equilibrar o orçamento”. Em seu primeiro emprego, aos 14 anos, sem condições de pagar o quarto do hotel e a alimentação, José Alencar Gomes da Silva concordou em morar no corredor.
Aos 18 anos, com o “orçamento equilibrado”, ele pretendia “se estabelecer”, como se dizia na época para os que desejavam se aventurar pelas searas do empreendedorismo, mas não tinha dinheiro suficiente para abrir a loja A Queimadeira, na cidade de Caratinga (MG). O jeito foi pegar emprestado do irmão Geraldo Gomes da Silva 15 contos, pagando-lhe 1,5% ao mês.
Mas o irmão dizia que não era juro, e sim “aluguel de dinheiro”, porque a Lei da Usura, baixada em 1933 pelo então presidente Getúlio Vargas, só permitia a cobrança desse tipo de encargo nos empréstimos bancários.
José Alencar, que foi senador de 1999 a 2002, quando se elegeu vice-presidente da República, afirmou em discurso no Senado, em 2000, que sempre soube separar o dinheiro da empresa dos recursos do empresário. Por isso, mudou-se do hotel (onde morava no corredor) para detrás das prateleiras da loja. “Estabeleci para mim mesmo uma retirada de Cr$600,00 por mês, que era exatamente a metade do que eu recebia mensalmente na loja onde trabalhava, porque eu sabia, aprendi que não poderia me utilizar dos recursos da féria, do dia a dia, como se fossem coisa minha”, disse na ocasião.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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